Quem sou eu

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Sociólogo pela Universidade de Haifa, especialize-me em abrir caminhos dentro do conhecimento judaico e melhorar a comunicação entre judeus e não judeus. Este é um caminho aberto para se comunicar com os judeus de Israel, EUA, Canadá, Europa ou aqueles que vivem em países da América Latina, mas não falam Português (no Brasil) ou espanhol (todos os outros países, além das Guianas)

ONG TORÁ NEWSLETTER - PARASHÁ: BÓ

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לעילוי נשמת אסתר בת יהודה לייב
Em vista ao falecimento inesperado da Sra Esther Wajchman acrescentamos aqui no ilui nishmat dela uma explicação sobre o décimo terceiro princípio da Fé Judaica do Rambam
 “Creio com plena fé na Ressurreição dos Mortos que ocorrerá quando for do agrado do Criador”
O que vem a ser a ressurreição dos mortos?
 Genericamente temos duas categorias de Almas :
Alma Divina e a Alma animal
A Alma Divina, como seu próprio nome indica, é uma pequena Revelação Divina. Vamos chamar ela carinhosamente de “Uma parte de D’us” .
 Ela tem cinco níveis básicos e inúmeros níveis particulares que variam de pessoa para pessoa.
 Essas Almas Divinas são as Almas do nosso povo, e por isso são cobrados de nós 613 Mandamentos.
 A Alma Divina por ser tão elevada não consegue se revestir diretamente no corpo, e aí surge a necessidade de uma alma intermediária entre nós e o nosso corpo, uma alma do nível deste mundo, “Olam HaAssiá”, chamada de “a alma animal” .
 Nossa Alma Divina se reveste na nossa alma animal que por sua vez se reveste no nosso corpo e esse conjunto de Almas e corpo somos nós.
 Quando falecemos, nossa Alma Divina sobre para um baixo paraíso em um mundo superior chamado de “Olam HaYetzirá” onde uma hora lá equivale a setenta anos dos maiores prazeres neste mundo
 Ou subimos para um lugar melhor ainda, para um alto paraíso em um mundo superior chamado de “Olam HaBriá” onde uma hora lá equivale à setenta anos no baixo paraíso
 Nesse meio tempo, enquanto estamos vivendo os maiores prazeres possíveis e imagináveis da revelação Divina nesses mundos superiores, nossa alma animal e nosso corpo , (pelo menos o que sobrou dele) ficaram aqui nesse mundo, “Olam HaAssiá”
Para concordarmos em ressuscitar de volta neste mundo, a honestidade Divina determina que o mundo da ressurreição vai ser mais alto paraiso do que o próprio alto paraíso atual, porque se estamos no paraíso é porque fizemos para merecer e não seria honesto tirar de nós o que ganhamos pelo nosso próprio esforço
Então, para que essa ressurreição possa acontecer, é necessário que se revele nesse mundo o lado espiritual que está por trás de cada coisa material, tornando esse mundo um alto paraiso maior do que o mais alto nível do paraíso espiritual
 Consequentemente o mundo como ele é hoje já não vai mais existir, adeus sofrimentos, adeus limitações!!
 Então nós próprios vamos querer ressuscitar para ter acesso a um paraíso muito maior do que o que estávamos.
 Quando ressuscitarem os mortos, a Alma Divina volta do Gan Éden para esse mundo que vai ser mais Gan Éden do que o Gan Éden.
 O lado espiritual da nossa alma animal que é proveniente do “Olam Hatohu”, nível espiritual elevadíssimo, se revela.
 O lado espiritual  do nosso corpo que ressuscita , que provém das letras Divinas que são revelações elevadíssimas que por meio delas Hashem criou a matéria, também se revela!
 E aí ressuscitamos, novamente Alma Divina , alma animal e corpo. Mas dessa vez, no lugar de nos limitar, nossa alma animal e nosso corpo vão nos acrescentar, nos incrementar
 E então viveremos eternamente em um mundo que não temos como imaginar de tão bom que vai ser !
 E quando falamos que realmente não temos como imaginar de tão bom que vai, ser estamos falando isso de verdade !
 Quando falamos sobre diferenças entre matéria e Revelação Divina temos que entender que os conceitos espirituais estão tão acima do material e que qualquer exemplo material dado sobre um assunto espiritual só serve para “acalmar o ouvido” como dizem nossos sábios.
Quando morava em Haifa , Israel , vivia lá um grande rabino que no passado era fazendeiro, trabalhava com um trator em um Kibutz e por fim foi estudar Torá e se tornou um grande rabino. Seu nome era Reuven Dunin
Voltando para o Kibutz onde criavam vacas e ovelhas tentou explicar para eles assuntos espirituais, sempre sendo rudemente contestado com muitos palpites cuja fonte era uma ignorância profunda em relação a qualquer assunto espiritual.
A linguagem era direta e grossa, até que ele próprio acabou sendo novamente envolvido pelo ambiente do qual fazia parte no passado, e disse com uma voz determinada:
– Vamos conversar sobre o que realmente entendemos, sobre vacas e ovelhas.
Os ânimos se exaltaram, isso era realmente um assunto interessante !
O rabino pergunta:- Minha gente, porque a vaca faz omeletes e a ovelha azeitonas (referindo-se a forma de que as fezes de cada animal é expelida.) Todos se calaram,ninguém sabia.
:- Minha gente, respondeu ele com uma voz entusiástica, nem de mer…… (Se referindo às fezes dos animais)  vocês entendem, como vocês querem dar palpite sobre o que é uma revelação Divina? ……

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Mensagem da Parashá - Bo
Nossa Parashá nos conta sobre as últimas pragas do Egito.


A História do povo de Israel no Egito começa com Yossef que não só salva o Egito da maior crise internacional mas também o transforma na maior potência mundial . 
Os egípcios antigos, não só que não nos agradeceram por termos feito do Egito o país mais rico do mundo, mas ao contrário, disseram que nós éramos como "espinhos nos olhos deles".
 E sendo que um país rico da época antiga precisava de muitos escravos, nós , que causamos toda essa riqueza , fomos os escolhidos" para sermos esses muitos escravos! 
Como pode um acontecimento histórico ser tão absurdo e ilógico?
 O Ari Zal explica que sendo que as almas do povo de Israel no Egito eram a reencarnação da geração do dilúvio, da torre de Bavel e de Sodoma e Gomorra, tínhamos que passar por esses sofrimentos para retificar as nossas almas daquelas pendências anteriores.

 E por isso não adiantou trazermos a prosperidade ao Egito, porque sem eles saberem essa pendência espiritual foi o que fez com que eles nos escravizarem contra a lógica.
 Depois que nossas almas por meio dos sofrimentos ficaram puras e refinadas de todas as pendências anteriores, não só que os egípcios nos deixaram sair, mas ainda nos ajudaram, nos deram jóias de ouro, prata e roupas caras .
 E o mais absurdo foi o jeito com que isso aconteceu! Todos no Egito sabiam que quando Moshe avisava que iria acontecer uma praga, a praga acontecia.
 Moshe avisou que iria ter uma última praga onde morreriam os primogênitos. Todos sabiam que isso iria acontecer, que um filho em cada família morreria.
 As mulheres egípcias costumavam "brincar" com os filhos das amigas , engravidavam deles e pensavam que era do marido. Ou seja, muitos filhos em uma casa eram primogênitos sem que eles ou os próprios pais soubessem.
 Na meia noite, quando aconteceu a praga dos primogênitos, muitas crianças morreram em cada casa , e todos sabiam que o motivo disso eramos nós.
 Nessa exata hora fomos para as casas dos egípcios, batemos na porta e dissemos :- Estamos indo fazer uma festa no deserto e não é bonito irmos assim para a festa, com essas roupas pobres...e sem jóias....
Nessa hora que nós, os "culpados" por todas essas mortes, entramos nas casas dos egípcios comunicando que precisamos de roupas caras e jóias para fazermos uma festa, nessa hora os egípcios deveriam nos chamar de "espinhos nos olhos", mas aí aconteceu exatamente o contrário!
Nessa hora eles ficaram cheios de amor e carinho por nós e nos deram jóias e roupas caríssimas, e só depois que fomos embora com beijos e abraços eles foram enterrar os filhos.
Daqui vemos que o relacionamento dos povos do mundo com o nosso povo não têm nenhuma conexão com o que fazemos para eles mas sim com o que fazemos para D'us.
 Tem a ver somente com as pendências espirituais atuais ou anteriores das nossas Almas.
Milagres tão sobrenaturais como as pragas do Egito só aconteceram uma vez na história. Se tivéssemos o mérito aconteceriam de novo na saída do exílio da Babilônia na época dos persas
 Mas sendo que não tínhamos todo esse mérito , Hashem somente inspirou o rei da Pérsia para nos deixar sair do exílio e construir o segundo Beit Hamikdash
 Mas milagres sobrenaturais muito maiores do que esses que aconteceram na sua do Egito vão acontecer na Gueulá em breve nos nossos dias!

O Ramban, Rabi Moshe Ben Nachman, foi um grande Tzadik que nasceu em 1194 em Girona na Catalunha .

Ele nos explicou que o motivo de Hashem ter feito somente uma vez esses milagres tão grandes e sobrenaturais foi para mostrar à todos que Hashem dirige e renova o mundo cuidando de cada um de nós de uma maneira especial, não nos abandonando ao acaso.
 Por meio da lembrança desses grandes milagres nós abrimos os olhos para ver os milagres do dia a dia , e essa é a base de toda a Torá , de vermos que tudo o que acontece na nossa vida são Milagres , e tudo depende das nossas atitudes!
 Quando cumprimos os mandamentos Divinos, os milagres acontecem!
 Então, vamos acrescentar no estudo da Torá e no cumprimento das Mitzvot e os milagres vão acontecer!!!


🌷🌷🌷Shabat Shalom 🌷🌷🌷
Rabino Gloiber
Sempre correndo mas sempre rezando por vocês!

Nossa “Mensagem da Parashá” foi dedicada pela família Wajchman em memória de sua saudosa mãe Esther bat Yehuda Leib , que Hashem a tenha no Gan Éden

Meór HaShabat Semanal - Parashát BO: as 3 últimas pragas.

                                    BSD   
     
   BOM DIA! Algum tempo atrás, tive um incidente muito curioso em Cingapura. Sentado em uma sala de espera, assisti enquanto duas pessoas ajudavam uma senhora chinesa muito velhinha que lentamente entrava na sala. Ela parecia frágil e fraca. Olhando para o seu rosto, fiquei pensando: “Qual a idade dela?” Finalmente, conclui que deveria ter perto de 100 anos.
Ela sentou-se na cadeira ao meu lado. Um minuto depois ela virou-se para mim com um olhar intrigado e perguntou: “Quantos anos VOCÊ tem?” Fiquei surpreso ... não, eu estava chocado – a mulher estava lendo meus pensamentos! Respondi: “Tenho sessenta e três.” Em seguida, ela disse: “Oh ... Pensei que você fosse MUITO mais velho! Eu tenho 91”.
Por semanas  fiquei perplexo. Talvez a herança de 3.000 anos de Torá estivesse irradiando uma aura de sabedoria antiga em mim? Eu também não acredito nesta opção... Alguns dias depois, tive o prazer de o meu amigo Michael Platner esclarecer-me o que agora parece ser óbvio: ela me viu olhando fixamente para ela, imaginado quantos anos ela tinha. Como provavelmente já passou por isso centenas de vezes – pessoas olhando e, em seguida, perguntando: “Quantos anos a senhora tem?”, e depois, insensivelmente: “Puxa! Pensei que a senhora era MUITO mais velha do que isso!” – ela, com o seu grande humor, antecipou-me – ‘virou a mesa’ – e desfrutou a brincadeira!
 aqui uma lição para eu aprender ou lembrar, algo que eu possa compartilhar com vocês, queridos leitores?
A Torá nos ensina que todos fomos criados à imagem do Todo-Poderoso. Cada pessoa tem seu valor intrínseco e deve ser tratada com respeito, especialmente os idosos. O Talmud ensina que devemos nos levantar para um estudioso de Torá em reverência à sua sabedoria. Também nos ensina que devemos levantar para alguém com 70 anos ou mais – mesmo que não seja um estudioso da Torá. Por quê? Porque ao viver tanto tempo, esta pessoa tem sabedoria sobre a vida!
Somos responsáveis por elevar o nível de nosso comportamento e de nossa linguagem de uma maneira condizente a criaturas que têm uma alma e uma ligação espiritual com o Todo-poderoso. A Torá estabeleceu leis que regem a fala – as Leis de Lashon Hará – para evitar falas que causam danos. Neste conjunto de leis aprendemos que nem toda comunicação é por meio da fala. Mesmo uma sobrancelha erguida ou um sorrisinho irônico pode comunicar uma declaração negativa sobre algo ou alguém.
Eu devo ter sido indiscreto e a fiz sentir-se desconfortável. Imagine como o nosso Patriarca Jacob se sentiu quando se reuniu com o Faraó do Egito e as primeiras palavras que saíram da boca do Faraó foram: “Quantos anos você tem?”. A lição é sermos sensíveis aos sentimentos dos outros. Tomemos cuidado não apenas em como agimos e falamos com os outros, mas também em como nos comportamos quando isto terá um impacto sobre outras pessoas.
Precisamos ser sensíveis com os outros, especialmente com os mais idosos. 





Porção Semanal da Torá:      Bó      Shemót (Êxodus)  10:01 - 13:16

            Nesta semana concluímos a leitura das Dez Pragas, com as pragas dos gafanhotos, da escuridão e da morte dos primogênitos. As leis de Pessach são apresentadas, seguidas dos mandamentos para os homens colocarem Tefilín, consagrar o primogênito de seus animais e o resgate de seu primogênito.
            A Torá nos conta que, algum dia no futuro, seu filho lhe perguntará o motivo destes mandamentos e você responderá: porque ... Com uma demonstração de Poder, Dus nos tirou do Egito, o local de nossa escravidão. Quando o Faraó teimosamente se recusou a nos deixar sair, Dus matou todos os primogênitos egípcios, tanto homens como animais. Eu, portanto, ofereço a Dus todos os primogênitos machos de meus animais e redimo o meu filho primogênito. E isto será um sinal sobre o seu braço e um adorno entre os seus olhos, pois com mão forte o Todo-Poderoso nos retirou do Egito (Shemót 13:15).

A Torá declara: “E disse o Todo-Poderoso: ‘Por volta da meia-noite Eu passarei entre os egípcios e todos os primogênitos da terra do Egito morrerão (Shemót 11:04)”. Por que Moshe disse “Por volta da meia-noite”, quando, na realidade D’us falou a Moshe que a praga iria ocorrer exatamente à meia noite (que foi o que aconteceu, como pode ser constatado no versículo 12:29)?
            Ráshi, o grande comentarista da Torá (França, 1040-1104), explica que os seres humanos podem facilmente cometer um erro. Se Moshe tivesse dito “exatamente à meia-noite” e a praga acontecesse alguns momentos antes ou depois, os egípcios iriam dizer que Moshe era um mentiroso!
            Espantoso e incrível! Os egípcios já haviam sofrido nove pragas, cada uma delas depois de Moshe tê-los advertido e, ainda assim, por causa de alguns minutos de discrepância, iriam taxar Moshe de mentiroso? Vemos daqui o poder que o ser humano tem de encontrar defeitos nos outros quando está determinado a fazê-lo. Por causa de alguns instantes em relação à hora marcada, o sujeito poderia desprezar as mais claras evidências da veracidade de Moshe e as previsões corretas que ele fez das mais excêntricas e destrutivas pragas!
            Existem pessoas que têm prazer em achar defeitos nos outros. Elas o fazem ou por serem perfeccionistas ou para ganharem ou aumentarem seu poder. Este tipo de pessoa precisa aprender a achar o lado bom dos outros, ou ao menos desenvolver um senso de proporção. É sempre bom fazer três elogios antes de qualquer crítica. Isto garante à pessoa que está ouvindo que aquele que está falando tem boas intenções e uma genuína preocupação, permitindo a ela que ouça as críticas sem ficar na defensiva. Também ajuda aquele que está fazendo a crítica a manter a perspectiva correta. Seja gentil ao corrigir alguém. Grandes danos e sofrimentos podem ser causados ao se criticar, especialmente às pessoas que são muito sensíveis.
Horário de Acender Velas de SHABAT (19 de janeiro)
B. Horizonte 19:20  Belém 18:10  Brasília 19:29 Jerusalém 16:23  Tel Aviv 16:40  Miami 17:35  Nova York 16:39

Pensamento da Semana:
D'us controla todas as situações.
Nossa tarefa é nos controlarmos em todas as situações!
Rabino Shraga Silverstein Z"L

Shabat Shalom!   
Rabino Kalman Packouz
 


Contate-nos via Internet: gmeor18@gmail.com
Sugestão: mostre este fax a seus familiares! Este fax é dedicado à memória de meu pai Zeêv ben Ytschak Yaacov Z”L e meu sogro Haim Shaul ben Sara Z”L


ESTE FAX É DEDICADO À PRONTA RECUPERAÇÃO DE:
Noam Shemuel ben Simha - Avraham ben Guila - David ben Sara – David ben Rachel - Eliau Haim ben Shefica Sofia – Gavriel David ben Sara – Haim Avraham Tzvi ben Golda - Kalman Yehuda ben Pessi – Lemon ben Tsirla – Mahluf ben Latife - Menachem Dov ben Mali - Mendel ben Hava - Mordehai ben Sara - Mordehai ben Shoshana - Moshe ben Lizette - Moshe Eliezer ben Devora Hana - Moshe Ysser Ben Dvora Yentel - Natanel ben Faride - Pessach ben Sima – Gilbert Shmuel ben Mazal - Shlomo ben Bela - Shmuel Daniel ben Zissel - Tzvi ben Tsipora - Yaacov ben Alice - Yaacov ben Rivka - Yerachmiel Shmuel ben Ester - Rabino Avraham Haim ben Rechel ––Rabino Meir Avraham ben Malca – Rabino Matitiau Haim ben Etl - Rabino Moshe ben Rivka Reizel - Rabino Reuven Shalom ben Sol Shulamit – Rabino Shimon ben Haia Sara - Rabino Ytschak Rafael ben Lea – Rabino Ytschak David ben Haia Rivka Rachel Tzvia - Rabino Shlomo ben Hoide Hadassa - Rabino Shemariahu Yossef Nissim ben Batia – Rabino Shimon ben Haia Sara - Rabino Aharon Yehuda Leib ben Guitel Faiga
Alte Haia Sara Yudit bat Haia Roise – Dina bat Rachel Efrat - Eliana bat Hava - Ester Malca bat Hassia Sheine Perl - Hana Lea bat Hava - Sara bat Sheindel - Sara bat Toibe - Rachel bat Shoshana Reizel - Rina bat Sara – Ruth bat Shoshana - Sheva bat Haia - Shlime bat Batsheva - Tamar Ester bat Lea e aos feridos em Israel

E à MEMÓRIA DE: NAHUM BEN LEA, RABINO SHLOMO BEN ZLATE ESTER, MOSHE YSSER BEN SHIMON BETSALEL HACOHEN, ESTER BAT HANA, REIZEL BAT AVRAHAM, YEHIEL MENDEL BEN DAVID, YAACOV BEN MOSHE, AZRIEL BEN AVRAHAM, SHMUEL DANIEL BEN ZISSEL, HIZKIAHU ELIEZER BEN LEA, YAFA BAT SALHA, MORDECHAI ISAAC BEN DINA, AVRAHAM BEN MEIR, ITA BAT AVRAHAM, SHIRLEY BAT AVRAHAM, HAYA BAT YEHUDA BARUCH, AHARON BEN YEHUDA BARUCH, HaAri HaKadosh, HAIA MUSHCA BAT MARGALIT SIMA RACHEL, HAIA RIVKA RACHEL TZIVIA BAT TAMAR, MIRIAM BLIMA BAT HAIM LEIB, TAUBE YONA BAT ESTHER, HANA BAT MOSHE, MOSHE BEM REUVEN, ARIE LEIB BEN YTSCHAK,TSEMACH DAVID BEN HAIM LEIB, EZRA BEN ESTER, ytschak arie ben yossef tzvi halevi, YAKOV BEN SHEPSEL, FARAJ BEN THERE, AVRAHAM SHLOMO BEN CHASSIA SHENDEL PEREL, YAACOV NAFTALI BEM RACHEL DEVORE, GUILAD MICHAEL BEN BAT-GALIM, EYAL BEN IRIS TESHURA, JOSÉ SALEM BEN BOLISSA, KALMAN BAR YAACOV LEIB, ARIEL BEN YAACOV, LEAO ARIE BEN SONIA SHENQUE, NUCHEM BEN FRAIN, SHAUL BEN YOSHUA, SHLOMO BEN FRIDA, SHLOMO NAHUM BEN SHALOM, YAACOV BEN MENAHEM, YOSSEF HAIM BEN AVRAHAM, YEHOSHUA BEN AHARON YAACOV, NACHMAN MOTEL BEN DANIEL, LEIB BEN TSUR, MOTEL BEN MOSHE, HERSHEL BEN MANES, NATAN BEN AHARON WOLF HACOHEN, MENAHEM BEN YEHUDA BARUCH, ALTER YOSSEF BEN SHMUEL, EFRAIM FISHEL BEN MOSHE, EZRA BEN CLARA, rabino NOAH ISRAEL ben HARAV YTSCHAK MATISYAHU, YEHUDA ROZANCZYK ben MOSHE, YOSSEF HAIM bem AVRAHAM
MINDL BAT YOSSEF ,DINA LIBE BAT ETEL AZRAK, RUTH BAT SARA BRAHA, CHAIA RUCHEL BAT SINE, HAVA BAT AVRAHAM YAACOV, BASIA RACHEL BAT MAYER, RACHEL BAT HANNA, RACHEL BAT AVRAHAM SHMUEL, CARMELA BAT SHMUEL, RIVKA BAT DOV, SARA MALKA BAT ISRAEL, YEHOSHUA ben ISRAEL YTSCHAK, ELLIE ZALMAN ben AVRAHAM DAVID, R’ ARYE KUPINSKY H"YD, R’ AVRAHAM SHMUEL GOLDBERG H"YD, R’ KALMAN LEVINE H"YD E R’ MOSHE TWERSKY H"YD, RABINO ELIMELECH BEN BLUMA ROIZE
E à YESHUÁ DE: Mordehai ben Sara, Yehoshua Michael ben Sara, Eliezer ben Hana, Shimon ben Rivka, Menahem Mendel ben Miriam e Elisheva bat Shmuela, Haim Yehoshua ben Hana Shaindel e Lea Kreindel bat Hantshe Yahat
E à libertação de: Ron ben Batia Arad, Yonatan ben Malca, Guy ben Rina, Zacharia Shlomo ben Miriam, Yehuda Nachman ben Sara, Tzvi ben Penina, Yaacov ben Sara, Shalom Mordehai Halevi ben Rivka, Ilya ben Sara, Yehoshua Michael ben Avraham


Qual dia é o Ano Novo das Árvores no Judaísmo?

Depende:

Se você for perguntar na Academia Talmúdica de Shamai, eles te dirão:
- É no dia primeiro do mês de Shvat, logicamente!

Mas aí você decide ir se certificar também na Academia Talmúdica de Hilel, e eles te dizem:
- Caro amigo, venha aqui no dia 15 do mês de Shvat para celebrar conosco o Ano Novo das Árvores.

Uma resposta se reportava à cardinalidade do calendário hebraico, ou seja, se queremos demarcar algo de importância para todo um mês, devemos faze-lo já no primeiro dia deste mês.

todas as árvores em Israel são plantadas.

Hilel tinha outra versão da coisa: de queremos marcar um evento no calendário para ser lembrado por gerações, esta marcação deve ser feita quando este evento se encontro no seu ápice.

Acontece que o dia 15 de Shvat era o dia onde se esperavam a maior quantidade de chuvas em Israel, o que justificaria tal celebração. No final a Halachá ficou como Bei Hilel e nós celebramos o Ano Novo das Árvores em Israel na matade e não no início do mês.

Em Israel, diversas organizações sionistas saem com voluntários para plantar novas mudas no paí todo, assim como as escolas o fazem e até mesmo alguns unidades do exército. Todos participam.

Israel sofreu alguns incêndios criminosos que ceifaram um plantio de décadas.,

É possível plantar árvores em Israel daqui do Brasil, clicando neste link:

http://www.kkl.org.br/doacao/

Parashá: Vaerá - D-us dialoga com Moisés - Ong Torá.


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Dedico a nossa “Mensagem da Parashá” à “Refuá Shlemá” do meu amigo e palestrante Paulinho Rosenbaum que compartilhou comigo a sua experiência profissional e me ajudou tanto com o novo formato do nosso Newsletter. Que Hashem dê à ele nesse momento muita saúde!
 
Vaerá

Na nossa Parashá D'us diz à Moshe que se revelou aos patriarcas com o nome de E-l Sha-dai (falamos Kel Shakai para não falar um nome de D-us em vão) e seu nome Y-H-V-H (o que chamamos de Hashem que quer dizer "o Nome") não revelou para eles.
 
D'us está acima de todos os nomes, o que chamamos de "extrema simplicidade", mas mesmo que sua essência está acima de todos os nomes, mas no lugar aonde você encontra a sua grandeza você encontra a sua humildade
 
Por isso ele desce ao nível dos receptáculos das dez Sefirot de Atzilut e lá é chamado de E-L (Kel) na Sefirá da Chessed e Elo-him (Elokim) na Sefirá da Guevurá , em cada aspecto de revelação ele é chamado com um nome diferente.
 
Quando a revelação Divina é diferente , queremos dizer com isso que o comportamento Divino em relação ao mundo também é diferente.

Rabi Avraham Ben Meir Ibn Ezra foi um grande Tzadik que nasceu na Espanha no século 11 , fugiu dos árabes que perseguiram os judeus e viveu uma vida de muitas e longas viagens divulgando a Torá por muitos lugares. Ele nos explicou que existem três níveis de comportamento Divino diferentes :

Quando D'us é chamado de Elokim (trocamos o H pelo K porque esse é um dos sete nomes de D'us que não podem ser apagados e nem falados em vão) isso quer dizer que Ele está atuando somente de acordo com as leis de natureza , dirigindo o mundo por meio de um sistema astrológico que aciona toda a natureza não levando em conta as nossas ações sendo elas boas ou não. (dentro disso os astrólogos antigos conseguiam saber antecipadamente certas coisas que iriam acontecer sendo que esse comportamento Divino independe das nossas ações)

Quando D'us é chamado de Kel Shakai (novamente trocamos o H pelo K porque esse é um dos sete nomes de D'us que não podem ser apagados e nem falados em vão) isso quer dizer que Ele está atuando de maneira sobrenatural mas totalmente dentro da natureza
 
Nesse nível ele está levando em conta nossas ações e fazendo a natureza agir à nosso favor quando nos comportamos bem (e o contrário está subentendido) , nos fazendo verdadeiros milagres mas totalmente revestidos na natureza, e esse foi o comportamento Divino com os Patriarcas.
 
Nesse nível de revelação D'us pode prometer milagres sobrenaturais mas eles ainda não acontecem na prática , e por isso nosso patriarca Avraham até o túmulo da própria esposa teve que comprar por uma exorbitância mesmo que Hashem tinha prometido à ele aquela terra.

Quando D'us é chamado de Havaie [Y-H-V-H] (vamos falar Hashem), isso quer dizer que Ele está atuando de maneira sobrenatural , surreal com milagres revelados que não tem nenhuma conexão com a natureza como no caso das dez pragas , (mesmo aquelas que superficialmente parecem naturais tem um fundo totalmente sobrenatural) .
 
Esse comportamento Divino não depende de nenhuma forma das nossas ações boas ou não mas sim da nossa origem. Esse nível de revelação é específico para o povo de Israel,  como o próprio D'us diz para Moshe que vai cumprir o que prometeu à Avraham , ou seja , recebemos os milagres sobrenaturais no Egito porque éramos descendentes de Avraham. Não pelo nosso próprio mérito mas sim pela essência de sermos judeus que é relacionada à nossa alma.

Conclusão: hoje que se passaram mais de 3300 anos da saida do Egito vimos que o único povo que saiu de lá dessa maneira sobrenatural fomos nós.
 
Mesmo que o continente africano sempre foi cheio de genocídios interpopulacionais e muitos povos tiveram que fugir de um lado para o outro, e com certeza a Divina providência levou em conta as ações de cada um e o comportamento Divino é "midá knegued midá"
 
Mas milagres sobrenaturais como o rio Nilo se transformar em sangue ou uma grande rã dar origem à milhões de rãs que entravam nos fornos , contrário da natureza animal, ou a terra se transformar em piolhos, isso só aconteceu para nós , e não por causa das nossas ações mas por causa das nossas almas judias.
 
Hashem atendeu aos gritos do nosso povo para antecipar os milagres sobrenaturais que já estavam prometidos .
 
O mesmo acontece agora que estamos antes da Gueulá, nossa Redenção final .
 
Até agora os milagres do Egito tinham sido os maiores e mais surreais que a humanidade já presenciou, mas a nossa Gueulá vai colocar os milagres do Egito em segundo plano de tão sobrenaturais que vão ser.
 
Então pra que esperar , vamos fazer como os nossos ancestrais no Egito e gritar, pedir para Hashem nos tirar do exílio já!
 
Dar os nossos gritos agora e antecipar para imediatamente os maiores milagres sobrenaturais que o mundo nunca viu!!!
 
Agradecemos à Fernanda e Elias Messer que por meio da sua empresa Line Life apóiam a  nossa ONG TORÁ

Que Hashem dê à eles e à todos vocês muito sucesso, muita saúde, muito dinheiro e felicidades judaicas de toda a família

Nossos agradecimentos à querida família Nasser, às famílias Gueler e Rabinovich, à empresa Neeman despachantes aduaneiros à Francis e Fábio Grossmann (grupo Facislito) ,à Roger Ades e família, à família Guttmann, e à família Worcman grupo  hotel Rojas

Nossos agradecimentos também à
Yehuda e Laura Carmi, à Família Grinszpan,
À Samy Sarfatis Metta , à Tiago e Rosiele Bolcont, à
à empresa Adar Tecidos , às nossas voluntárias e à todos vocês que lêem a nossa Parashá. Que Hashem dê à todos vocês muito sucesso muita saúde muito dinheiro e felicidades judaicas de toda a família!


🌞Shabat Shalom🌞
 
Para o horário das velas de Shabat acesse ao site

http://pt.chabad.org/calendar/zmanim_cdo/aid/900177/jewish/Horrio-Halchico.htm      (e digite o nome da sua cidade)

Rabino Gloiber

Sempre correndo mas sempre rezando por vocês
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Brachá na Piscina?

Bs"d

                                                 Brachá na Piscina?

Explica a Mishnah Berura que consta no Sefer Devarim     כי ה' א-לוקך מתהלך בקרב מחנך...והיה מחנך קדוש ולא יראה בך ערות דבר... – Pois Hashem , seu D-us circula dentro de seu acampamento...o seu acampamento deverá ser Kadosh, e não será visto nele nudez... Daqui deduzem os Sábios que em todos os lugares onde Hashem “circula” conosco, isto é, quando estamos envolvidos com a leitura do Shema ou a Tefilah ou até mesmo falando palavras de Torah, devemos nos assegurar que Vehayah machanecha Kadosh- que as suas redondezas sejam Kadosh.  Em outras palavras, devemos buscar manter um ambiente de Kedushah, garantindo não estar falando palavras de Kedushah onde exista algum tipo de nudez nos arredores.

Entre as várias halachot e detalhes que aprendemos deste trecho da Torah, é notável o poder de uma simples Brachah ou palavras de Torah em trazer a Presença Divina entre nós.  Isto nos revela a sensibilidade á Kedushah que se espera de um Yehudi, independente de seu nível de conhecimento. Através da fala, a expressão de sua neshamah, ele traz a conexão com Hashem e mais kedushah neste mundo a ponto da Torah alertá-lo que suas redondezas devem estar aptas a isto, Vehayah machanecha Kadosh. Todo yehudi tem o potencial de Lekadesh shem Shamayim- santificar o nome de Hashem, pois através de seus atos traz Kedushah,  o oposto de Chilul Hashem- dessecrar o Seu nome, chas veShalom, quando ele mechallel – esvazia, cria um Challal (vácuo) de Kedushah.

Além disto, um cuidado extra que os homens devem ter ao mencionar uma Brachá, é o de terem a sua cabeça coberta ao mencionar o nome de Hashem.  Por um lado, gostaríamos de agradecer a Hashem pelo proveito deste mundo maravilhoso, pois como o Talmud explica, desfrutar deste mundo sem Brachá se compara a alguém que rouba, pois faz com que a multiplicação e fartura com a qual Hashem quer nos beneficiar não nos atinja. Por outro lado, mencionar uma Brachá sem cobrir nossas cabeças (para os homens)  é considerado uma falta de respeito, principalmente ao mencionarmos o nome de Hashem numa Brachá.

Explica a Mishna Berura, que cobrir a cabeça com a própria mão não é considerado uma cobertura, já que faz parte do próprio corpo. No entanto, uma outra pessoa poderia cobrir com a mão dela e isto é válido para poder se fazer uma Brachá na piscina. Em outras circunstancias, há os que permitam esticar a manga da camisa e usá-la como cobertura.

 Um outro cuidado que é relevante, tanto para homens ou mulheres, seria de não mencionar o nome de Hashem diante de “nudez” ou “excrementos”, como consta na Torah. Velo Yirae becha Ervat Davar- que não seja visto por você. O que seria considerado nudez neste caso?
Qualquer parte do corpo que deveria estar coberta, na linguagem da Torah é chamada de Ervah e se enquadra nesta proibição. Por isto ao mencionar uma Brachá, devemos nos assegurar que nenhuma ervah esteja no nosso campo de visão. Quanto a fezes (humanas), devemos também ter um cuidado ao mencionar uma Brachá ou palavras de Torah na sua proximidade, algo comum com bebês a partir da idade que começam a comer comida sólida.

Certa vez Rav Yaakov Haber estava voltando tarde da cidade de Monsey, NY, quando ficou muito cansado ao guiar na estrada e procurou um local para tomar um café. Devido ao horário e a dificuldade de encontrar algo aberto, guiava com cuidado, até que finalmente encontrou um bar . Ao entrar, notou que o dono daquele bar era um Israelense, e cumprimentou-o “Shalom Alechem!” Ao invés de responder, o Israelense perguntou,” porque não dizer Shalom Alecha, afinal de contas estou sozinho ! Porque vocês religiosos falam alechem no plural? Nâo estudam gramática?” O Rabino lhe respondeu que existem Anjos que criamos através de nossas Mitzvot e eles acompanham um Yehudi, assim como cantamos no Shabat a noite, e por isto cumprimentamos no plural.  O dono da bar não lhe deu muita atenção e lhe trouxe o café que tinha pedido. Um ano e meio depois, quando novamente estava na estrada a noite, o Rabino lembrou se daquele barzinho. Quando entrou no Bar e viu o Israelense, acenou e exclamou para o Rabino: “Cá está você! Você é o culpado, Rabino. Desde aquela vez que o senhor estava aqui, toda vez que ia comer um sanduiche não- kasher me lembro destes anjos que o senhor falou e não consigo!”
Vehayah Machanecha Kadosh!  Quantos anjos e kedushah trazemos ao mundo com uma simples Brachá!

Shabat Shalom,
Yitzchak Benroubi
 
Estas questões só foram trazidas aqui como uma forma de despertar a curiosidade, a beleza e a profundidade do estudo da Halachá. Qualquer dúvida na prática deve ser consultada com uma autoridade Rabínica.

Jerusalém, Nossa Cidade Santa - Floriano Pesaro

Jerusalém, Nossa Cidade Santa

Que minha mão definhe, ó Jerusalém, se eu me esquecer de ti!
Que me grude a língua ao céu da boca, se eu não me lembrar de ti e não considerar Jerusalém a minha maior alegria.

Estas frases acima, escritas nos Salmos, descrevem nossa devoção em relação a Ierushalaim.
A cidade mais essencial do povo judeu sofreu e sofreu. Muitos tentaram e alguns conseguiram expulsar nosso povo de Ierushalaim. Os babilônios nos conquistaram e nos levaram à sua terra, mas, desde as margens dos rios da Babilônia, os judeus soluçavam e lembravam-se da cidade sagrada. Então, quiseram minar nosso povo de outra forma, obrigando a helenização de Ierushalaim, proibindo o estudo da Torá e os rituais judaicos. E os macabeus lutaram e retomaram Jerusalém. Até que os romanos, no início do primeiro milênio, expulsaram novamente este povo de sua terra, de sua Ierushalaim.
Nestes quase 2 mil anos de separação de um povo e sua terra, nunca Ierushalaim foi esquecida. Sempre foi parte primordial do sonho dos judeus. Em suas datas religiosas mais significativas, como em Iom Kipur, Ierushalaim foi citada e recitada, dando voz à aspiração de para lá voltar. O movimento sionista tem em seu nome esculpida a palavra Tsion, um dos nomes da cidade sagrada.
Foram séculos e séculos de destruição e exílio, de um povo a espera de seu lar espiritual. E finalmente, em 07 de junho de 1967, Ierushalaim nos foi resgatada em sua unificação. Escutamos boquiabertos, o som dos passos dos nossos jovens, nossos bravos soldados, entre tiros e instruções militares, caminhando emocionados, aos prantos. Prantos de tristeza pelos amigos caídos, mas prantos também de imensa emoção por se aproximarem do Kotel, o monumento maior do Judaísmo, a lembrança da era do Templo.
Desde então, Jerusalém vive no centro das discussões de paz, sendo por nós definida como a capital religiosa e secular da Terra de Israel.
Nestas últimas semanas, o presidente dos Estados Unidos declarou que a capital de Israel é a cidade de Jerusalém e que ele tomaria medidas para transferir sua embaixada para a cidade sagrada.
Desde a época de Bill Clinton em 1995, passando por George Bush e Obama, todos presidentes dos Estados Unidos, ouvimos a mesma observação. Quanto a Trump, nenhuma medida prática foi tomada ainda, mas muitos e muitos países condenaram seu discurso. Afirmaram que esta decisão prejudica o processo de paz.
Porém contra fatos não há argumentos.
A verdade é que há mais de 3.300 anos, Jerusalém já era a capital judaica. Ela nunca foi a capital de qualquer entidade árabe ou muçulmana. Mesmo sob o governo jordaniano, Jerusalém nunca foi uma capital árabe e nenhum líder árabe veio visitá-la.
Jerusalém é mencionada na Bíblia dos judeus aproximadamente 700 vezes.
Os judeus rezam voltados para Jerusalém; os muçulmanos rezam na direção de Meca. Se os muçulmanos estiverem entre as duas cidades, rezam voltados para Meca, com as costas voltadas para Jerusalém.
Foi o judeu Rei Davi quem fundou Ierushalaim e durante mais de 3.000 anos, sempre existiram judeus na cidade.
Infelizmente, hoje em dia, os meios de comunicação e o mundo árabe criaram uma tremenda aberração e afirmam que a cidade santa é, prioritariamente, sagrada só para os muçulmanos.
É vergonhoso saber que certas organizações, como a Unesco e mesmo a ONU, são regidas por uma politicagem, e preferem agradar um conjunto de países árabes, em detrimento da verdade.
Nós, que tivemos nosso retorno ao nosso lar, Israel, em 1948, aprovada exatamente pela ONU, temos que constatar que esta organização já não se define pela igualdade e pela História.
Aliás, sempre que surge esta discussão, parece que o mundo árabe esquece que a sua cidade sagrada é Meca. Enquanto os judeus do mundo todo rezam em direção a Ierushalaim, os muçulmanos voltam-se para Meca.

Em nossa liturgia, ansiamos literalmente poder voltar à nossa Capital Eterna. Às vezes, recitamos “O ano que vem em Jerusalém,” exatamente no final de nosso feriado mais sagrado, Iom Kipur.
Assim, não há como dividir a Cidade de Davi.
Sabemos que o mundo, ingenuamente levado pelos meios de comunicação e pela percepção deturpada dos palestinos, acaba desprezando os fatos e a História para colocar-se do lado de um povo que se declara oprimido.
Talvez fosse o caso de pensar em outra estratégia para Ierushalaim se pudéssemos resolver o conflito israelense-palestino e selarmos a paz.
Mas como fazer a paz se o sonho destes mesmos palestinos é eliminar Israel para sempre?
Como fazer a paz se o governo palestino homenageia os terroristas que ferem nosso povo em atentados terroristas?
Como fazer a paz se as crianças palestinas, desde cedo, são ensinadas a odiar nosso povo e são treinadas, em tenra idade, com fuzis, e sonham em destruir Israel?
Como fazer a paz quando movimentos terroristas como o Hamas e o Hesbolá estão nas nossas fronteiras despejando o ódio e esperando qualquer fraqueza nossa para nos atacar?
Já nos seria muito difícil ter que abrir mão de um pedacinho de nossa cidade mesmo que fosse para alcançar a paz, mas neste momento, não conseguimos ver, num futuro próximo, a disposição para a paz.
Jerusalém é, assim, inteiramente nossa!!
E que possa ser assim até a eternidade.

Floriano Pesaro
Secretário de Estado de Desenvolvimento Social
Deputado Federal

Em Busca de Sua Alma Gêmea.

Casamento Judaico em Kiev

1 - Seja totalmente aquilo que é.
Se você deseja encontrar sua alma gêmea, primeiro precisa estar disposto a encontrar sua própria alma. Quando você se casa com a pessoa certa, aquela pessoa o encorajará a ser o melhor que puder. Quanto mais você desenvolver a pessoa que é, maior a probabilidade de atrair um parceiro(a) que a(o) valorize. O tempo que você tem antes de se casar é uma época especial para crescimento. Use este tempo para desenvolver-se e ser o tipo de parceiro que deseja ser, e para ser atraente a si mesmo.

2 - Almas gêmeas são duas metades de uma mesma alma.
Se metade da alma é judia, a outra metade também é. Não há exceções. Se você cortar uma maçã ao meio e esconder uma metade, esta metade será sempre e eternamente maçã, não laranja, pêra ou ovo. A alma completa é masculina e feminina. Se você é homem, sua alma gêmea é feminina; se você é mulher, sua alma gêmea será homem. Você pode ser atraído por pessoas não-judias. Pode ser atraído por alguém do mesmo sexo. Mas estas pessoas jamais poderão ser sua verdadeira alma gêmea, aquela que D'us escolheu para você antes que nascesse. Esta não é a opinião de uma pessoa. É a lei da Torá, e a sabedoria da tradição mística judaica como tem sido transmitida por milhares de anos.


3 - Primeiro defina suas próprias metas.

Procure então alguém que tenha os mesmos objetivos. Casamentos que dão certo concentram-se naquilo que os parceiros têm em comum. A vida dos dois deve se mover na mesma direção. Assegure-se de que seus objetivos e valores não estejam em rota de colisão. Vocês não precisam ter totalmente os mesmos interesses, mas é preciso que respeitem as necessidades um do outro.


4 - Nunca julgue a pessoa no primeiro encontro.

Deixe que a personalidade da pessoa desabroche. O nervosismo pode mascarar suas verdadeiras qualidades. Não tenha muitas expectativas sobre um primeiro encontro. A menos que o primeiro encontro seja uma experiência realmente desagradável, saia uma segunda vez. Pode ser somente no quarto encontro que você consiga ver a pessoa como é. Muitos casamentos bem sucedidos resultaram de pessoas relutantes em dar ao outro uma segunda chance.


5 - Não toque nem chegue perto.

Não toque? Está louco? É isso mesmo. Nem sequer segurar as mãos... nem mesmo o dedo mindinho. Coloque a atração física (ou a falta dela) em compasso de espera, enquanto você explora coisas mais profundas. As aparências externas são o indicador menos apurado do verdadeiro amor. A beleza desaparece, mas as qualidades interiores melhoram com a idade, para aquelas pessoas que estão dispostas e refinar-se no decorrer da vida. "Não toque" é a maneira mais próxima de desenvolver a intimidade emocional necessária para que um relacionamento floresça até o casamento. Como você namora sem tocar? Estabeleça uma regra, de não tocar pelos primeiros trinta dias. Você descobrirá que o respeito mútuo cresce tanto que você tem medo de tocar, e este respeito é o mais forte alicerce para um casamento bem sucedido.


6 - Judeus não se apaixonam; desenvolvem o amor.

Não existem Príncipe Encantado ou Princesa, muito menos "e viveram felizes para sempre" sem esforço. Há milhares de anos os judeus ficaram "noivos" de D'us no Monte Sinai, e desde então temos desenvolvido este relacionamento. Cuidado para não "se apaixonar" de olhos fechados. O objetivo é ascender no amor com total consciência do Divino potencial entre vocês. Você jamais encontrará o par "perfeito", mas se mantiver suas prioridades e seus objetivos em mente, com a ajuda de D'us, encontrará alguém a quem possa amar, crescer junto, bem como dar e receber por toda a vida.


7 - Nunca se case com a intenção de mudar ninguém, exceto você mesmo.

Você não pode casar pelo potencial. Sua maneira de ser tem de combinar neste momento com a pessoa que você está saindo. Assegure-se de que esta pessoa é alguém que você gosta "da maneira que é." Evidentemente, ambos mudarão e crescerão com o tempo, mas o desejo de crescer precisa vir de dentro de cada pessoa. Não pode ser forçado. Não se pode mudar outra pessoa. Você pode apenas mudar a si mesmo.

8 - Se nos denominarmos solteiros, tornamo-nos solitários.

Um solteiro é um naufrago numa ilha. Adam (Adão), o primeiro homem, era solteiro. Ninguém mais foi solteiro, desde então. Quando você se sente sozinho e solitário, torne sua vida mais significativa. Comece a valorizar os que estão à sua volta. Use o que um solteiro tem de mais precioso - o tempo livre - para ajudar outros em sua comunidade. Ofereça seu tempo como voluntário para ajudar famílias e idosos solitários. Pratique, dando o máximo que puder, e estará bem preparado para o casamento, que é um estado de doação.


9 - Procure ajuda na sabedoria Divina.

Como você encontra a sabedoria Divina? A tradição judaica nos ensina a procurar um conselheiro espiritual judeu que conheça a Lei da Torá e viva segundo ela. Encontre um rabino ou rebetsin a quem respeite. Procure-os para o Shabat. Ajude-os e deixe que o conheçam. Diga-lhes o que está procurando e pergunte se conhecem alguém para você. Peça-lhes então orientação sobre seus problemas e decisões. Escute e aja segundo estes conselhos. Fortaleça seu relacionamento com o Criador para que suas prioridades estejam claras quando você for procurar ou sair com sua provável alma gêmea. Então você não cometerá erros quando escolher com quem se casar. Reze, suplique, grite a D'us por ajuda para encontrar sua metade. Recite Tehilim, os Salmos. Eles ajudam; e como!


10 - Não se desespere! Nunca desista! Nenhuma prece jamais é desperdiçada. 

Nenhuma boa ação é feita em vão. Nenhuma lágrima é ignorada no céu. Nossos sábios dizem que 40 dias antes de nascermos, uma voz celestial chama cada pessoa. "Esta alma, X, está destinada a desposar aquela alma, Y!" Existe um Plano Divino, e você faz parte dele! Mesmo se sentir que perdeu seu destino - não se preocupe. A Torá nos diz que os olhos de nossa Matriarca Lea eram fracos. Por que eram fracos? Os olhos dela eram fracos de tanto chorar. Por que ela chorava? Lea sabia que estava destinada a casar-se com o perverso Essav (Esaú). Ela rezou e chorou e implorou, para que seu destino fosse mudado. E foi!

Suas preces foram tão eficazes que foi a primeira a casar-se com Yaacov (Jacó).

Rabino Eddy Khafif
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Hebreus, Israelitas ou Judeus?

Os judeus se diferenciavam dos egípcios no tempo da escravidão por trés elementos:

1. Sua vestimenta - se vestiam com recato.
2. Seu idioma - falavam Hebraico.
3. Seus nomes - tinham nomes judaicos.

Daí que quando se fala de Hebreus, falamos principalmente de uma nação que fala o Hebraico.

A Jacob foi dada a alcunha de Israel após ter sobrepujado o anjo que o queria minar de tomar posse de sua terra. Israelitas refere-se ao povo judeu principalmente quando ele está em sua terra: Israel.


Na história de Purim (Livro de Esther) aparece por primeira vez o termo Yehudi (Judeu), associado a Mordechai, ele mesmo da tribo de Benjamin, e não de Judá. Logo após e por várias vezes no Livro de Esther, o termo Am (povo), associado a Mordechai (Esther 3:6). 

Daí o conceito de Am Israel (povo judeu), tanto para os que estão em Israel como para os que se encontram fora dela.

Hebreu, Judeu e Israelita são três denominações do mesmo povo, mas cada qual com sua conotação.

O socorro Divino vem num piscar de olhos - Assuntos Principais da Parashá SHEMOT - Beit Hassofer

Novo rei – novos decretos (1:1-22).

A parashá Shemót começa lembrando das doze tribos que desceram ao Egito, das quais surgiu o povo de Israel. A família de Iaacov contava então 70 almas. Os anos de passaram e Iossef faleceu, assim como todos os seus irmãos e toda aquela geração e os filhos de Israel se multiplicaram, preenchendo toda a terra do Egito.
A monarquia também mudou. Um novo rei subiu ao trono egípcio, negando tudo o que Iossef havia feito em prol do reinado. O rei começou a hostilizar o povo judeu, temendo sua enorme população. Ele se dirige ao povo mobilizando-o para uma trama nacional cujo objetivo seria oprimir os filhos de Israel, a fim de impedir que se tornassem uma espécie de “quinta coluna” contra os inimigos do reino.
Os egípcios decretam escravidão aos filhos de Israel e erguem uma rede de coletores de impostos, feitores e policiais, que afligem a população judaica escravizando-os brutalmente. Apesar disto, os israelitas continuam a se multiplicarem de forma milagrosa.
O Faraó manda chamar as parteiras hebréias, Iocheved bat Levi e sua filha Miriam, também chamadas de Shifra e Pua, determinando que matem os nascidos machos das filhas de Israel. As parteiras, mulheres justas e tementes a D-us, não obedecem ao decreto do rei. O Faraó não desiste e manda todos egípcios tomarem os filhos dos judeus e atira-los ao Nilo.

O NASCIMENTO DE MOSHÉ (2:1-10)

Iocheved é uma heroína e dela é o mérito de dar à luz um filho que preenche a sua casa com uma luz especial de Kedushá (santidade). Ela consegue esconder Moshé por três meses, mas se vê na necessidade de continuar a escondê-lo, fazendo-o às margens do Nilo colocando o bebê dentro de uma cestinha. Miriam, filha de Iocheved, espreita de longe a cestinha esperançosa e rezando pelo que lhe bem ocorrer.

A filha do Faraó sai com sua comitiva para banhar-se no Nilo e para sua surpresa descobre a cestinha e nela um bebê está chorando. A princesa tenta acalmar o menino, tenta lhe dar de comer, mas sem êxito. Miriam aproveita o embaraço em que se encontra a princesa e sugere ajuda. O menino é um hebreu, diz, e mamará apenas do leite de uma hebréia. Com o consentimento da filha do Faraó, Miriam corre a chamar a mãe, que consegue amamentar o bebê, acalmando-o. A princesa contrata Iocheved como ama-de-leite de Moshé sem saber tratar-se de sua própria mãe e sem ter a mais remota idéia de estar na verdade salvando, cuidando e ajudando a crescer dentro da casa do Faraó, o homem que futuramente derrotará seu pai, destruindo o reino egípcio. Já crescido, o rapaz é levado ao palácio do rei para a princesa, que lhe dá o nome de Moshé – “pois da água o tirei”.

Moshé na casa do Faraó e no exílio de Midian (2:11-22)

Apesar de crescer na casa do Faraó, Moshé conhece sua origem a que nação pertence e ao que parece, a consciência do sofrimento de seus irmãos e a preocupação com sua segurança e futuro ardem dentro de si. Moshé torna-se importante na corte egípcia e sai para ver como pode ajudar seus irmãos sufocados pelo jugo da escravidão. Ao ver um egípcio açoitar um hebreu, Moshé não hesita: certifica-se não haver ninguém ao redor, mata o egípcio e o enterra na areia.


Para a aflição de Moshé, ele se depara no dia seguinte com um evento entristecedor: desta vez dois irmãos hebreus estão brigando entre si. Aflito, Moshé se dirige a um deles e pergunta: “Malvado, porque afliges o teu próximo?”. O malvado não leva desaforo para casa e faz saber a Moshé que o vira matando o egípcio no dia anterior. O que de fato termina por chegar aos ouvidos do Faraó. O rei distingue que este rapaz extremamente talentoso, que cresceu dentro da sua casa, ainda pode lhe trazer muitos problemas e decide pelo decreto de morte contra Moshé. Ao saber disto, Moshé foge e chega a Midian. Ao lado de um poço d´água ele encontra as filhas de Reuel, sacerdote de Midian, mais conhecido por Itró. Suas filhas foram ao poço aguar o rebanho, mas os outros pastores a expulsaram. Moshé apressou-se a salva-las. Itró se impressiona com a nobreza e coragem deste estranho, convida-o à sua casa e ainda lhe dá a mão de Tsipora, sua filha mais velha, em casamento. Moshé e Tsipora têm um filho, Guershon.

O grito do povo de Israel sobe aos Céus (2:23-25)

            A história pessoal de Moshé chega ao ponto onde sua missão na terra lhe será posta aos ombros: redimir o povo judeu do jugo egípcio. Como pano de fundo, a Tora relata a difícil situação e o estado de desânimo dos filhos de Israel no Egito e seu grito de desespero que sobe até o Criador. O Altíssimo ouve Seus filhos, lembra do pacto com os patriarcas e escolhe MOSHÉ como salvador de Israel.

A sarça ardente (3:1-22)

Moshé pastoreia o rebanho do sogro Itró, saindo em jornadas para buscar um pasto adequado a cada cabrito do rebanho. Certo dia, Moshé chega até os pés do Monte Horev – o Monte Sinai – onde se depara com uma visão deslumbrante. Moshé vê um pequeno arbusto chamado sarça pegando fogo, embora sem consumir-se. Quando ele se aproxima para ver melhor este espetáculo maravilhoso, D-us o chama de dentro da sarça – “Moshé, Moshé”, ao que ele responde, “Aqui estou”.

O Altíssimo lhe ordena “remove os sapatos de seus pés”, é preciso que descalce as sandálias, pois este é um local sagrado. D-us diz a Moshé que está vendo o sofrimento dos filhos de Israel e quer cumprir a Sua promessa aos patriarcas de que os tiraria do Egito. A missão de redimir o povo judeu do jugo egípcio será confiada a ele, Moshé.  

Moshé argumenta com modéstia não ser merecedor desta função. D-us diz que estará com ele e que no final os filhos de Israel também chegarão ao lugar onde Moshé está no momento para receber a Torá. O Altíssimo ordena então a Moshé que reúna os anciãos de Israel para o acompanharem à presença do Faraó. Contudo, D-us prediz, o Faraó não concordará com a partida dos judeus, mas Ele o afligirá a tal ponto que ele próprio será forçado a pedir aos israelitas que deixem o Egito.

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Sinais de prova (4:1-17)

Moshé expressa sua suspeita de que o povo não o ouvirá. Hashem o provê com sinais que o auxiliarão a provar sua missão frente aos israelitas: o cajado que se transforma em cobra e volta a se tornar cajado; a mão que contrai lepra ao tocar o peito e volta a curar-se milagrosamente. Um terceiro sinal é dado a Moshé – tomar das águas do Nilo e despeja-la na superfície, transformando-as em sangue.
Moshé continua a se recusar humildemente a aceitar a missão. D-us contesta todos os seus argumentos e finalmente o avisa que encarregará seu irmão mais velho Aharon de acompanhá-lo. Um fator adicional na missão de Moshé é o cajado que lhe servirá para operar prodígios e milagres.


Moshé parte para sua missão (4:18:31)

Moshé retorna à casa de seu sogro, despede-se dele explicando que vai de encontro a seu irmão no Egito e leva consigo a esposa e filhos. D-us se revela a ele novamente e lhe confia as palavras que deverá dizer ao Faraó: “Deixa partir meu filho primogênito (Israel) para a liberdade, do contrario serei Eu a matar o teu primogênito”.
Durante a parada na estalagem no meio do caminho, Moshé corre perigo de vida: o fato de não haver circuncidado seu filho caçula Eliezer, traz-lhe um acusador. Tsipora se apressa a cumprir a Mitsvá da Milá (circuncisão) e deste modo salva a vida do esposo.
Aharon, a quem D-us informa sobre a missão de Moshé e de sua própria parte na redenção de Israel, sai ao encontro do irmão. O emocionante reencontro dos dois irmãos também se dá neste mesmo local histórico, o Monte Sinai.
Os dois irmãos chegam ao Egito e reúnem todos os anciãos. Aharon conta-lhes sobre as palavras de D-us e Moshé realiza diante deles os sinais dados pelo Criador.    
A notícia corre a chega a todos os filhos de Israel. Eles acreditam nas palavras de D-us e Lhe agradecem pelo grande momento que se aproxima – a redenção do Egito.

O primeiro encontro com o Faraó e as amargas conseqüências (5:1-23)

Moshé e Aharon prostram-se diante do Faraó e lhe ordenam que deixe os judeus partirem do Egito para que possam servir a D-us no deserto. O Faraó recusa faze-lo alegando não reconhecer Hashem. A fim de provar sua determinação e evitar qualquer levante contra ele, o Faraó oprime ainda mais os judeus. Ele proíbe os feitores de prover matéria prima aos escravos. De agora em diante, segundo o decreto do rei, os escravos hebreus terão que recolherem eles mesmos a palha para confeccionar os tijolos. O Faraó determina também que a quantidade tijolos não seja diminuída.
Assim, os feitores começam a afligir os judeus e a açoitar os policiais israelitas responsáveis pelo trabalho de seus irmãos, para que os façam trabalhar mais rapidamente.  Quando os policiais israelitas reclamam diante do Faraó, ele aponta um dedo acusador a Moshé e a Aharon, por tentarem diminuir a eficácia do serviço dos filhos de Israel. Alguns israelitas se dirigem consternados a Moshé e Aharon, responsabilizando-os pela nova situação que se criou.
“Moshé se volta para Hashem e se queixa de coração constrito: “Por quê fizestes as coisas piorarem para este povo, e por quê enviastes a mim”?!

A promessa de D-us (6:1)

Hashem promete a Moshé que agora mostrará Seus prodígios. O Faraó será golpeado duramente e implorará aos filhos de Israel para que deixem o Egito!

(Esta parashá contém 124 versículos) 

-- 
R.Shmuel Lancry  -989312690-
Tradução do Hebraico: Paulinho Rosenbaum
 
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