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Sociólogo pela Universidade de Haifa, especialize-me em abrir caminhos dentro do conhecimento judaico e melhorar a comunicação entre judeus e não judeus. Este é um caminho aberto para se comunicar com os judeus de Israel, EUA, Canadá, Europa ou aqueles que vivem em países da América Latina, mas não falam Português (no Brasil) ou espanhol (todos os outros países, além das Guianas)

O que é um "Talmid Chacham"?

Talmid Chacham = hebraico:. תלמיד חכם = "Estudante Sábio".

Plural: Talmidei Chachamim.

É um título honorífico dado a um bem versado na lei judaica, de fato, um estudioso da Torá.

É o que hoje chamam comumente de rabino, mas num nível de conhecimento e caráter muito elevados.

Valorizando o conhecimento Torá acima de todos os bens materiais, aos Talmidei Chachamim na sociedade judaica foram oferecidos privilégios e prerrogativas, bem como funções. 

Na Idade Média, o Talmid Chacham era consultado pela comunidade judaica não só em assuntos espirituais, mas também em assuntos mundanos. 

Mesmo quando ele não tinha nenhuma posição oficial na comunidade, supervisionava as atividades religiosas, determinando o tempo e forma de orações, verificando pesos e medidas dos mercadores, etc. 

Para permitir-lhe dedicar-se inteiramente ao estudo, a legislação judaica isenta-o do pagamento de impostos e desempenho de quaisquer funções específicas.

Espera-se de um Talmid Chacham que defenda sua posição e não comprometa sua dignidade. 

Como no caso de um rei, ele não está autorizado a permitir que o tratem de qualquer modo. 

Qualquer ato público deve a devida reverência a ele.

O Talmid Chacham age como um facilitador entre o judeu e a Torá.

Há, de acordo com o Talmud, seis modais que um Talmid Chacham deve evitar:


  1. Andar com roupas perfumadas;
  2. Andar sozinho à noite;
  3. Andar com sapatos desgastados;
  4. Conversar com uma mulher na rua, mesmo se ela é sua esposa;
  5. Sentar-se em prosa com gente jocosa;
  6. Ser o último a entrar no Beit Midrash - a casa de estudos.


O Talmid Chacham deve estar familiarizado com todos os ramos do estudo da Torá, e até mesmo todos os ramos do conhecimento humano em geral. 

De acordo com este ponto de vista, algumas autoridades rabínicas posteriores afirmam que nos tempos modernos, ninguém merece ser chamado por esse epíteto.

Os princípios com os quais o Talmid Chacham devem viver são enumerados no primeiro capítulo da obra Derekh Eretz Zutta, abrindo com a seguinte frase: "O caminho do sábio é ser modesto, humilde, alerta e inteligente, para suportar a injustiça; para se fazer amado dos homens, ser gentil em suas interações, mesmo com os subordinados, para evitar mal-fazer, para julgar cada um segundo as suas obras; a agir de acordo com o lema "não tenho prazer nas coisas boas deste mundo , vendo que a vida aqui na terra não é a minha parte."

Rabban Shimon ben Gamliel é citado na Mishnah de Pesachim [1] como tendo dito:

 ". לעולם יעשה אדם עצמו תלמיד חכם"

Esta seção do Mishnah traduz-se aproximadamente como 
"A pessoa deve sempre recorrer a si mesmo como se fora um talmid Chacham."

Rav Kook, Rabino-chefe de Israel:
arquétipo do Talmid Chaham.

Quem não é judeu vai para o Céu?

S  SETE MANDAMENTOS PARA OS FILHOS DE NOÉ - 

Moisés recebeu a Torá no Monte Sinai. Nela estão contidas 613 mitsvót (mandamentos) para osFilhos de Israel (Povo Judeu) e Sete mitsvót para os Filhos de Noé (Humanidade).
A quantidade de mandamentos não significa qualidade de caratér ou superioridade, mas diferencial de missões no planeta. Mesmo porque estas Sete Mitsvót incluem centenas de submitsvót.
Os Sete Mandamentos dos Filhos de Noé, seguidos da melhor forma possível, aproximam o homem [não judeu] do Criador sem fazer dele um converso potencial ao judaísmo. Cada mitsvá no seu galho:
1. Ter fé em D-us e não se rebelar contra ele - é só ver na TV o quanto o noticiário nos distancia disto.
2. Não praticar idolatria - é só ver na TV quanto dinheiro é jogado em cima da criação de idolos artísticos, esportivos, politicos e idéias moralmente impraticáveis..
3. Não assassinar - é só ver na TV quantos filmes são feitos divertido as pessoas com o sofrimento alheio.
4. Não roubar - é só ver na TV o quanto a manipulação da informação distorce idéias, rouba o poder de arbítrio, protege a impunidade e deixa o mecanismo de justiça social à deriva.
5. Não praticar adultério - é só ver na TV o quanto a mulher é desvalorizada e a libido encorajada.
6. Não comer partes de animais vivos - tem gente que faz isso até hoje
7. Praticar justiça e manter tribunais justos - é só ver na TV como a sociedade faz justamente o contrário.
Original em Inglês, extraído do Google:


(SHE-va meetz-VOTE be-nay NO-akh) n. Sheva mitzvot b'nei Noach. Seven Laws given to the children of Noah considered binding on all people, at all times, as universal obligations. The Children of Noah are the Gentiles, comprising the seventy nations of the world. They are commanded concerning the Seven Universal Laws, also known as the Seven Noahide Laws. These include:
  • Avodah Zarah: Prohibition on idolatry.
  • Birchat HaShem: Prohibition on blasphemy and cursing the Name of G-d.
  • Shefichat Damim: Prohibition on murder.
  • Gezel: Prohibition on robbery and theft.
  • Gilui Arayot: Prohibition on immorality and forbidden sexual relations.
  • Ever Min HaChay: Prohibition on removing and eating a limb from a live animal.
  • Dinim: Requirement to establish a justice system and courts of law to enforce the other 6 laws.

ESTA PAGINA É LEVADA A VOCÊ GRAÇAS AO APOIO DO CAPITÃO MAURÍCIO GOMES DA SILVA


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Os 3 passos do rito de um casamento judaico.

Chupá - Kidushin - Sheva Brachót
1. A CHUPÁ (Pálio nupcial)
A chupá é uma peça de tecido, de um modo geral decorada e sustentada por quatro pessoas ou presas a quatro estandartes, simbolizando assim o primeiro teto, a casa simbólica do casal. 
Era costume na Europa que o noivo vestisse uma túnica branca chamada Kitel, para indicar que para o noivo e a noiva uma nova etapa estará começando, clara e límpida como a cor branca, simbolizando uma vida diferente da anterior, sem os pecados do passado. Uma pagina nova se abre para os noivos, assim na Terra como no Céu.
Quando chega à Chupá, de acordo com alguns costumes a noiva circunda o noivo sete vezes, acompanhada de sua mãe e futura sogra. Isto simboliza a idéia da mulher ser uma luz protetora e envolvente do lar, iluminando com sua compreensão e amor, protegendo seu lar por dentro e por fora. 
O número sete é um paralelo aos Sete Dias da Criação - o casal está prestes a criar um novo mundo, literalmente, juntos.
Sob a Chupá, um rabino convidado especialmente para o evento recita a benção sobre o vinho e uma benção de louvor e gratidão a D-us por ter-nos dado Leis de santidade e moralidade com o fim de salvaguardar a santidade da vida familiar. Noivo e noiva bebem o vinho. 
2. KIDUSHIN (Sacramentação do casamento)
O noivo toma uma anel liso de ouro e o coloca no dedo indicador da noiva, recitando na presença de duas testemunhas: "Por meio deste anel, você está a mim santificada, conforme a Lei de Moisés e Israel". 
O anel simboliza a proteção,  envolvimento e provisão incondicionais do noivo para com a noiva. O documento matrimonial ou Ketubá é lido a partir daí.
3. SHÉVA BRACHÓT (Sete Preces)
Sete Preces são recitadas sobre uma taça de vinho cheia até a borda. 
Estas bençãos expressam a esperança de que o novo casal rejubilar-se-ão juntos eternamente, assim como o primeiro casal na face da Terra - Adão e Eva.
Neste ponto o casal prova novamente da taça de vinho e o noivo quebra um copo de vidro pisando nele com força. 
Quebrar o copo lembra a destruição do Templo Sagrado de Jerusalém. Este costume simboliza a idéia de termos Israel e Jerusalém diante dos nossos olhos em todos os momentos: de tristeza e alegria!
A cerimônia religiosa é concluída com um sonoro Mazel Tov por parte dos convivas!


Porque os rostos das pessoas não são iguais?


 Dvar Torá:         baseado no livro Love Your Neighbor, do rabino Zelig Pliskin

            A Torá relata o pedido de Moshe ao Criador ao saber que logo iria morrer: “Que o Todo-Poderoso, D’us de todas as criaturas, aponte um líder sobre a congregação (Bamidbár 27:16)”. Qual a essência de um verdadeiro líder Judeu?
            O Midrásh Bamidbár Rabá, uma coletânea de explanações sobre a Torá, em seu capítulo 21, versículo 15, relata os detalhes da conversa entre D’us e Moshe. Falou Moshe: “O Senhor sabe que a mente de um individuo não é igual à de outro. Aponte, por favor, um líder para a congregação que seja capaz de tratar cada um conforme sua própria mentalidade”.
            O Rabino Haim Shmielevitz escreveu que, embora um orador público possa ter um papel muito importante em influenciar os outros, ainda assim ele não é um verdadeiro líder. Um verdadeiro líder é aquele que entende cada pessoa individualmente e lida com cada uma de acordo.
            E o Midrásh (Bamidbar Raba 21:2) traz o seguinte adágio: “Da mesma forma que o rosto de todas as pessoas são diferentes, assim também são seus corações (a maneira como pensam e sentem)”.  Por este motivo Moshe pediu a D’us que escolhesse uma pessoa capaz de lidar com cada individuo de forma individualizada.

            As discussões e brigas são iniciadas por diferenças de opiniões e pela falta de tolerância com a visão dos demais. 
         O rabino Menachem Mendel de Kotzk (1787-1859), um dos grandes líderes chassídicos do século XIX, ofereceu o seguinte conselho para não cairmos nesta armadilha: “Prestem atenção e assimilem o ensinamento do Midrásh acima (‘Da mesma forma que o rosto de todas as pessoas são diferentes, assim também são os seus corações’). 
          Por que ninguém jamais ficou aborrecido pelo fato de os demais habitantes do planeta não terem seus traços faciais? 
         Da mesma forma, devemos aceitar com naturalidade o fato de que duas pessoas nem sempre concordarão em todos os assuntos. Na verdade, a variedade e a individualidade apresentam muitos benefícios.

Em 1982

A Importância do encorajamento: Moisés e Josué


       
       O que quer dizer a expressão: “Um pouco contém muito”? Ensinou o Saba de Kelm: existem algumas coisas na vida que produzem um poderoso benefício a partir de pequenas doses. Um desses ‘pequenos dínamos’ é o encorajamento.
Por exemplo, quando o Todo-Poderoso nomeou Yehoshua [Josué] para suceder Moshé [Moisés] e como o líder do Povo de Israel, Moshe disse-lhe: “Seja forte e corajoso”. Yehoshua era o melhor aluno de Moshe e também profeta. 
Mesmo assim, Moshe reconheceu a importância de incentivá-lo. As palavras de Moshe fortaleceram Yehoshua e ele conseguiu trazer o povo de Israel para a Terra de Israel.
Outro exemplo: quando o Povo de Israel envolveu-se em promiscuidade com as mulheres midianitas, todos os líderes ficaram num estado de desamparo. 
Pinchas filho de Elazar fortaleceu-se e encontrou a coragem de se levantar e se opor à imoralidade. Se não fosse por sua ação, toda a nação teria perecido. Portanto, o “pouco” de esforço produziu “muito”: seu heroísmo salvou toda a nação de Israel.
       O encorajamento também pode ser efetivamente aplicado a nós mesmos. 
   Incentive a si próprio e encoraje um amigo na prática de boas ações, no aprimoramento do caráter e no estudo da Torá.
       Lembremo-nos: um “pouco” de encorajamento é um catalisador tão forte que seguramente trará “muita” sabedoria, alegrias e salvações!







Baseado no livro Ohr Rashaz, do Rabino Simcha Zissel Ziv (Lituânia, 1824-1898),
conhecido como Saba de Kelm








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Assuntos Principais da Parashá Pinchás [Finéias]



A Recompensa de Pinchas – Pacto de Paz (25-10:15) 
             Hashem se dirige a Moshé e louva Pinchas ben Elazar ben Aharon Hacohen pelo seu gesto de bravura, como mencionado na parashá anterior: o de haver desviado a Ira Divina dos filhos de Israel e causado a expiação dos seus pecados. Sua recompensa foi um “Pacto de Paz” com o Altíssimo e o recebimento do titulo e da função de Cohen para si e para toda a sua descendência, até o fim dos dias.
             Junto à lembrança deste Tsadik e do seu louvor, a Torá relata e especifica nome e pecado dos transgressores: Zimri ben Salu, um dos príncipes da tribo de Shimon e Cazbi bat Tsur, da família real de Midian.
 Midian é sinalizado como inimigo (25:16-18)
            O Todo-poderoso ordena a Moshé que assinale os midianitas como inimigos que serem combatidos, pelo seu entusiasmo em fazer pecarem os filhos de Israel, desviando-os de sua fé.
 Censo dos filhos de Israel (26:1-51)
             Após a epidemia que causou grande baixa entre os filhos de Israel (como na porção anterior), Hashem ordena a Moshé que volte a contar os filhos de Israel adultos com mais de vinte anos de idade. Moshé e Elazar Hacohen passam esta orientação ao povo e a Torá descreve minuciosamente as famílias de Israel e seus números.
            O total dos adultos maiores de vinte anos perfaz seiscentos e um mil, setecentos e trinta (601.730) homens.
 Princípios da divisão da terra de Israel (26:52-56)
             O Altíssimo define os princípios sob os quais deve ser dividida a terra prometida entre os filhos de Israel. Segundo estes princípios a divisão não será eqüitativa, mas proporcional à população de cada tribo. A divisão será feita a partir de um sorteio direcionado por D-us.
 O censo da tribo de Levi (26:57-65)
             Os filhos da tribo de Levi – incluindo os Cohanim, que são desta tribo –, não dividem a terra junto a seus irmãos [das demais tribos]. A eles são concedidas terras apenas como moradia, sem campos para a agricultura. Por este motivo não serão contados junto aos filhos de Israel e Torá faz um senso personalizado da tribo de Levi, que contabiliza vinte e três mil homens acima de um mês de idade. 
 A herança das filhas de Tselofchad (27:1-11)
             Segundo os princípios da divisão da terra de Israel, os herdeiros devem ser homens, chefes das famílias. As cinco filhas de Tselofchad, da tribo de Menache, cujo pai faleceu no deserto sem deixar filhos homens se dirigiram a Moshé, argumentando que seu pai estava sendo injustiçado por não herdar um quinhão da terra. Moshé levou este pedido ao Altíssimo, que respondeu positivamente, ordenando dar a elas o quinhão correspondente a seu pai. Hashem estabelece como regra que, no caso de uma família sem filhos do sexo masculino, a terra passa à posse das filhas. Se não houver filhas, a terra deve passar à posse dos parentes consangüíneos, da seguinte forma: irmão, irmãos do pai e quaisquer parentes.
 Moshé contempla a terra (27:12-14)
             Hashem lembra a Moshé o pecado da ‘briga das águas’ e seu concomitante castigo: ter sido impedido de entrar em Eretz Israel. D-us lhe permite contemplar Israel do alto do Monte Abarim.
 O substituto de Moshé (26:57-65)
             Moshé rabeinu, genuinamente preocupado com o povo de Israel, pede a D-us que indique e emposse um líder que dê continuação ao seu trabalho após a sua morte e que conduza o povo judeu à sua terra. Hashem lhe manda ordenar Iehoshua bin Nun, diante de Elazar e dos filhos de Israel – para que todos aceitem a nova liderança.  
 As ofertas de elevação contínua, de Shabat e Festividades da Torá (28:1-39)
             A Torá descreve as oferendas, oblações e libações que devem ser queimados nas diferentes ocasiões: o Tamid (elevação contínua) diário matutino e vespertino, o Mussáf (oferenda adicional) de Shabat e Rosh Chodesh, a oferenda de Pessach, das festa das Primícias (Shavuot), Rosh HashanáIom Kipur, da Festa de Sucót e do oitavo dia de Atséret (que encerra Sucót). Cada festividade tem sua própria oferenda.
 
Esta parashá contém 168 versículos.   
   R.Shmuel Lancry
    -989312690-

Parashá da Semana PINCHÁS - o primeiro "prêmio nobel" da Paz

VINHO x BATIDA DE CAJU
Uma vez cheguei ao Brasil vindo do Canadá logo no dia do Jejum de 17 de Tamuz, que começa o luto pela destruição de Jerusalém e foi o dia de quebra das Tabuas da Lei por Moshé rabeinu, e que vai até o dia 9 de Av, dia mais calamitoso do calendário judaico. 
Como eu estava de jejum, não pude bebericar a batida de caju que estava sendo servida aos chegantes no Brasil no aeroporto, por uma baianinha á rigor. 
 Ah... nada como uma batidinha de maracujá, de limão, de caju e outros més tropicais. Tudo isto pode ser casher, desde que feito somente com frutas e pinga. Mas não pode ter vinho a menos que seja Casher, com supervisão rabínica. Porque só o vinho tem tamanha restrição?
Um dos motivos para esta regra básica da dieta Casher está nesta parashá:
Pinchás recebeu o premio da Paz de Hashem por ter impedido que uma epidemia extremamente peçonhenta se alastrasse pelo povo judeu no deserto do Sinai. Já iam morrendo lá umas vinte e quatro mil pessoas, quando Pinchás não se aguentou mais dentro das calças e resolveu espetar, juntos, um príncipe israelita que estava sem calças e sua namoradinha midianita, que o havia bebericado com vinho para colocar abaixo seu senso de recato público.
Hashem criou o homem e a mulher para que se completem.
Criou e santificou o casamento para que eles possam se amar.
Abençoou o sustento do homem casado para que viva em paz com sua mulher.
Tudo para que o homem seja feliz. Tudo mesmo.
Mas Hashem não"engole" baixaria.
Bilam, Balak, Edom e alguns povos menos votados não conseguem destruir Israel.
Então apelam para a miscigenação, para a mistureba carnal adoidada e sem fronteiras.
As mocinhas de Midian teriam convidado rapazes israelitas para um drink, seduzindo-os e fazendo-os servir o ídolo Peor, que era idolatrado de uma maneira tão fedida que temos até vergonha de contar aqui. Acabaram levando a Peor.
Por isso nossos rabinos permitem tomar somente o vinho casher, qualquer que seja a sua marca ou pedigree. O vinho pode ser baratinho, daqueles com rosca, ou um excelente tinto israelense, um soberbo francês, ou chileno, italiano e até argentino, mas tem de ser casher.
Porque o vinho é utilizado para sacramentar uma pá de coisas no judaísmo, a começar pelo casamento. Hashem quer que a gente comece a vida conjugal com o pé direito, por isso nos faz beber vinho logo de cara, debaixo da Chupá.
Quando o vinho vem de Hashem, tudo vai bem.
Quando não vem, não vem que não tem.
Lechaim.

(este Tropicasher foi feito no Rio de Janeiro em 2002)

Gratidão acima de tudo.


       
       
A Mishná (Pirkei Avót 5:22) ensina que o caráter do profeta Bilam era definido por três características negativas: um olhar maligno, um espírito arrogante e uma alma gananciosa.

Contudo, independentemente destas falhas, Bilam falsamente achava que estava seguindo no caminho certo. Por exemplo, ele disse aos emissários do rei que queria contratá-lo para amaldiçoar os israelitas: “Mesmo se o rei Balak me desse o seu palácio cheio de prata e ouro, eu não poderia transgredir a palavra do Todo-Poderoso (Bamidbar 22: 18)”. Se ele se esforçava para cumprir a Vontade Divina, que falha interna provocou que acabasse violando a ordem explícita de D'us de não amaldiçoar o Povo de Israel?



O Midrash relata a seguinte declaração que o profeta Bilam fez ao rei Balak: “Nós dois somos ingratos por tentarmos prejudicar o Povo de Israel. Eu não existiria se não fosse por seu patriarca Avraham (Abraão), pois sou descendente de Lot (o sobrinho de Avraham) – cuja vida foi poupada pelo mérito de Avraham quando Sodoma foi destruída. Também você, Balak, não existiria se não fosse por seu patriarca Yaacov (Jacob), pois você descende de Lavan (o cunhado de Yaacov) - e Lavan só foi abençoado com filhos pelo mérito de Yaacov”.

Bilam percebeu sozinho que a sua ingratidão era imoral, mas lhe faltava a força moral para implementar a verdade de suas convicções.

O sentimento de gratidão deve superar todas as outras considerações. Ele é gerado através de uma reflexão consistente e sólida e suas vantagens são óbvias!

Intensifiquemos a nossa gratidão por alguém que nos ajudou no passado e colhamos muitos frutos positivos!



Baseado no livro Or HaTzafun, de autoria do Alter de Slabodka

 (rabino Natan Tzvi Finkel (Lituânia, 1849-1927)

Premonição rabínica

ESCUTANDO OS NOSSOS SÁBIOS - PARASHÁ PINCHÁS 5776 (29 de julho de 2016)
“Certa vez soldados do exército russo vieram até a casa do Rav Yitzchak Zev Soloveitchik zt”l (Bielorússia, 1886 - Israel, 1959), mais conhecido como Brisker Rav, intimando-o a acompanhá-los. Um soldado judeu havia sido condenado à morte por dormir durante seu período de sentinela, e que este soldado havia pedido para falar com um rabino antes de morrer. Porém, para espanto dos seus alunos e dos soldados russos, o Brisker Rav se recusou a ir falar com o prisioneiro condenado à morte.
 
Após algum tempo, uma segunda delegação de soldados chegou à casa do Brisker Rav, exigindo que ele se apresentasse imediatamente na prisão, sob o risco de receber um duro castigo caso se recusasse. Mas o Brisker Rav não se dobrou diante das ameaças e reafirmou que não iria. Os alunos ficaram visivelmente confusos, pois além de colocar a própria vida em risco, por que o rabino não se importava com os sofrimentos daquele pobre judeu condenado à morte? Por que não queria ir confortá-lo na prisão e ajudá-lo naqueles últimos momentos difíceis?
 
Foi então que uma terceira delegação de soldados bateu na porta. Porém, desta vez eles não vinham para intimar o Brisker Rav a comparecer à prisão, e sim para avisá-lo que sua presença não era mais necessária. A família daquele jovem soldado havia apelado à Suprema Corte de Justiça e a sentença de morte havia sido revogada. Quando os alunos questionaram de onde o Brisker Rav havia conseguido reunir forças para aquela atitude heroica, ele explicou:
 
- Eu simplesmente cumpri a Halachá (Lei Judaica). De acordo com o Rambam (Maimônides), se um judeu inocente é injustamente condenado à morte por um tribunal não judaico, é proibido a um judeu entregá-lo às autoridades para que ele seja executado, mesmo que para isso seja necessário colocar a própria vida em risco. Se eu tivesse ido à prisão, o rapaz teria sido executado tão logo eu saísse. Ao seguir a Halachá, a vida daquele jovem judeu acabou sendo salva”.
 
Muitos ensinamentos e decretos rabínicos parecem não fazer sentido. Mas eles são os verdadeiros conhecedores da Torá, e em suas atitudes eles levam em consideração muitos detalhes que nós desconhecemos. 

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Porção Semanal da Torá: Pinchas - Meor Hashabat

 Pinchas     Bamidbar (Números) 25:10 - 30:1

            Pinchas agiu com fervor na Porção da Torá da semana passada ao impedir uma exibição pública de imoralidade. Cessou, com isso, a praga que estava matando milhares de pessoas. Ele é recompensado, tornando-se Cohen (a tribo dos Sacerdotes) por decreto Divino.
            O Todo-Poderoso ordena Moshe a atacar os Midianitas em retaliação ao plano imoral perpetrado contra o Povo Judeu. Um novo censo é realizado entre os Israelitas, revelando que há 601.730 homens em idade de servir o exército. Dus orienta a divisão da Terra de Israel entre as 12 tribos. Os Levitas são contados.
            Moshe pede a Dus que aponte um sucessor e o Todo-Poderoso designa Yehoshua (Josué). A Porção Semanal conclui com as várias oferendas que o Povo de Israel deveria trazer: a oferenda diária, a de Shabat, Rosh Hódesh (início do mês) e nas festividades.




Dvar Torá:         baseado no livro Love Your Neighbor, do rabino Zelig Pliskin

            A Torá relata o pedido de Moshe ao Criador ao saber que logo iria morrer: “Que o Todo-Poderoso, D’us de todas as criaturas, aponte um líder sobre a congregação (Bamidbár 27:16)”. Qual a essência de um verdadeiro líder Judeu?
            O Midrásh Bamidbár Rabá, uma coletânea de explanações sobre a Torá, em seu capítulo 21, versículo 15, relata os detalhes da conversa entre D’us e Moshe. Falou Moshe: “O Senhor sabe que a mente de um individuo não é igual à de outro. Aponte, por favor, um líder para a congregação que seja capaz de tratar cada um conforme sua própria mentalidade”.
            O Rabino Haim Shmielevitz escreveu que, embora um orador público possa ter um papel muito importante em influenciar os outros, ainda assim ele não é um verdadeiro líder. Um verdadeiro líder é aquele que entende cada pessoa individualmente e lida com cada uma de acordo.
            E o Midrásh (Bamidbar Raba 21:2) traz o seguinte adágio: “Da mesma forma que o rosto de todas as pessoas são diferentes, assim também são seus corações (a maneira como pensam e sentem)”.  Por este motivo Moshe pediu a D’us que escolhesse uma pessoa capaz de lidar com cada individuo de forma individualizada.
            As discussões e brigas são iniciadas por diferenças de opiniões e pela falta de tolerância com a visão dos demais. O rabino Menachem Mendel de Kotzk (1787-1859), um dos grandes líderes chassídicos do século XIX, ofereceu o seguinte conselho para não cairmos nesta armadilha: “Prestem atenção e assimilem o ensinamento do Midrásh acima (‘Da mesma forma que o rosto de todas as pessoas são diferentes, assim também são os seus corações’). Por que ninguém jamais ficou aborrecido pelo fato de os demais habitantes do planeta não terem seus traços faciais? Da mesma forma, devemos aceitar com naturalidade o fato de que duas pessoas nem sempre concordarão em todos os assuntos. Na verdade, a variedade e a individualidade apresentam muitos benefícios.

Ao agirmos assim, poderemos entender melhor os demais e evitar desacordos e confrontos!

Contato via email: meor18@hotmail.com

Onde você está: no Egito, Deserto ou Israel?

Segundo a psicóloga gringo-israelense Miriam Adahan, a pessoa deve tentar analisar seu estado atual, seja financeiro, psicológico, social, e até religioso, para tentar identificar três elementos essenciais:

O Estado "Egito" - quem é o Faraó que te oprime, não te deixa realizar seus anseios, concretizar projetos, expressar-se livremente, atender suas necessidades mais triviais e o mais importante: a possibilidade de mudar deste estado para melhor?

* procure identificar o seu Moisés: quem ou o quê é capaz de te tirar desta situação?

O Estado "Deserto" - quando o povo de Israel finalmente consegue a sua libertação, ele se depara com um Deserto hostil pela frente - Sinai - onde a incerteza é vultosa e as respostas escassas. A liderança de um Moisés continua sendo necessária, mas agora há um diferencial: o ser liberto também precisa agir e até mesmo copiar o líder. Ele agora é livre, os problemas chegam, mas a situação mudou: existe mobilidade e liberdade para enfrentar os desafios.

* procure identificar quem são os mentores ou situações que te brindarão com este aprendizado.

O Estado "Israel'  é a Terra Prometida - a arena das concretizações, da viabilidade, do sucesso, de um corpo e uma mente preparados para enfrentar desafios, algo impensável nos Estados anteriores.

* procure identificar onde ou o quê é a Sua Terra Prometida, e rume para lá!



A Alegria - saindo do deserto espiritual


Rabi Eliezer disse: ‘Não se irrite facilmente’ (2:15)”

        A afirmação “Não se irrite facilmente” se aplica tanto ao nosso relacionamento com os demais como - tão importante quanto - com nós mesmos.

        Certa vez o Rabino Natan Wachtfogel da Yeshivá de Lakewood, nos EUA, foi visitar um conhecido Rosh Yeshivá que estava doente. O Rosh Yeshivá estava nervoso com a sua situação e desabafou: “Recebi ordens rigorosas do médico de ficar em casa e descansar. Entretanto, tenho dúvidas se devo segui-las: se o médico entendesse a importância das minhas responsabilidades na Yeshivá, ele iria me permitir sair!”

        O Rabino Natan falou: “Normalmente eu não discordo de uma pessoa que está doente” – e começou a recitar as famosas palavras do Ramban (Nachmanides): “Acostume-se a falar amigavelmente com todas as pessoas, todo o tempo, e assim você evitará a raiva”. E explicou: “A ideia de conversar amigavelmente com todos inclui a própria pessoa, isto é, conversar consigo mesmo”.

Sua mensagem era a seguinte: “Manter a saúde faz parte do nosso Serviço Divino. Em seu caso, em que a sua saúde está em perigo, o senhor está isento de suas responsabilidades de ensinar na Yeshivá. É tão importante tratarmos a nós mesmos de maneira amigável e agradável como aos demais!”
        
        Que possamos seguir este pouco conhecido – mas extremamente valioso conselho. O Todo-Poderoso é a bondade suprema e derradeira e, portanto, todo o nosso Serviço Divino deve ser doce, alegre e prazeroso!

           Baseado no livro Likutei Reshimót, do Rabino Natan Wachtfogel (Lituânia e EUA, 1910-1998)
  Para receber o e-Mussar: emussar@terra.com.br
   

O Funk do Faraó





O faraó é a figura do opressor, aquele que impede nossos objetivos de serem realizados.

Moisés é o coach, é o mentor, o reorganizador da vida do individuo para que ele/a possa materializar ao máximo o seu potencial. Vale a pena ouvir esta canção várias vezes, a cada qual, uma nova descoberta.










Sovev lo Feijão




Musica folclorica de Israel, cantada em volta da fogueira, com café beduíno


A Astrologia no Judaismo





Em hebraico, a astrologia foi chamado hokmat ha-nissayon, "a sabedoria de prognóstico", em contraste com hokmat ha-hizzayon (sabedoria de estrela-seeing, ou astronomia ). Embora não seja um judeu prática ou ensino como tal, astrologia fez o seu caminho para a comunidade judaica, e tornou-se especialmente predominante em alguns livros de Cabala .


Zodáco do século 6 - piso da Sinagoga Beit-Alfa em Israel

Astrologia não é especificamente mencionada na Torá , mas há dois mandamentos que têm sido utilizados por algumas autoridades como base para proibir a prática.
"Você não deve praticar adivinhação ou adivinhação." (Levitico 19:26)
Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus, te dá, não aprenderás a imitar as práticas abomináveis ​​das nações. Que ninguém se achará entre ti quem ... é uma verruma, um adivinho, um adivinho, um feiticeiro, um lança feitiços ..... pois quem faz estas coisas é abominável ao Senhor ... "( Deuteronomio 18:9-12)

Estes mandamentos são compreendidos por algumas autoridades rabínicas como proibindo a astrologia, enquanto outros o limitam a outras formas de adivinhação, e assim a astrologia seria permissível.
"E disse Deus: Haja luzes no raki'a do céu para dividir o dia da noite; e sejam eles para otot (sinais), e por mo'adim (estações), e por yamim (dias) e shanim (anos) "( Genesis 1:14)
A palavra hebraica Mazalot , que significa literalmente "constelações" ou "Zodíaco", é usada duas vezes na Bíblia hebraica . 
Constelações específicas também são mencionados, como Orion (chamado "Kesil" "כסיל", literalmente: "enganar" , possivelmente etimologicamente relacionado com "Kislev", o nome para o nono mês do calendário hebraico (ou seja, novembro-dezembro), que, por sua vez, pode derivar do KSL raiz hebraica como nas palavras "Kesel, Kisla" (כֵּסֶל, כִּסְלָה, esperança, positividade), isto é, a esperança de chuvas de inverno), que é mencionado três vezes: Job 9: 9 ( "Ele é o criador do urso e Orion"), Job 38:31 ( "você pode soltar Orion de cinturão? ") e Amos 5: 8 (" Aquele que fez o Pleiades e Orion ").
Alguns historiadores sustentam que a astrologia lentamente fez o seu caminho para a comunidade judaica através de um sincretismo com a antiga cultura helenística . Os oráculos sibilinos elogiam a nação judaica, porque "não meditam sobre as profecias dos adivinhos, mágicos e ilusionistas, nem praticam astrologia, nem procuram os oráculos dos caldeus, nas estrelas", embora o autor do artigo Encyclopaedia Judaica sobre astrologia afirma que essa visão é equivocada.
Alguns cabalistas tecem comparações entre os signos do zodíaco e as tribos de Israel. 
Judá por exemplo, é Leão, mês que governa Av, o mês mais sangrento da História Judaica, quando foram derrubados ambos Templos Sagrados em Jerusalém e quando ocorreu a expulsão da Espanha. Similarmente, este mês tem o maior potencial para a revelação do Messias, sabidamente da tribo de Judá.
Adar é relativo a peixes e a Moisés, que partiu o mar vermelho, nasceu e faleceu no dia sétimo deste mês.
Na Era Moderna, o Estado de Israel nasceu no mês de Yiar, mês da consagração de Israel como povo no Sinai, após a saída da escravidão no mês de Nissan e a caminho da Torá, em Sivan.
Sivan por sua vês é o signo de gêmeos, alusão às duas Tábuas da Lei, e à Torá Escrita e Oral.

Salvas pelo Movimento Sionista: as crianças de Teerã

"Crianças de Teerã" é o nome usado para se referir a um grupo de crianças judias polonesas,
principalmente órfãos, que escaparam da ocupação alemã nazista da Polônia,
foram salvas pelo Movimento Sionista e enviadas em segurança para Israel.

A Jewish girl, one of the "Tehran Children" (about 1,000 Polish Jewish refugee children who reached Palestine), upon arrival at the Atlit train station. Palestine, February 18, 1943.
Menina judia, uma das  "Crianças de Teerã" (cerca de 1,000 refugiados judeus da Polônia levadas sãs e salvas pelo Movimento Sionista para Israel, chegando na estação de trem de Atlit, em 18 de Fevereiro de 1943.— Central Zionist Archives.

Este grupo de crianças encontrou refúgio temporário em orfanatos e abrigos na União Soviética, e maistarde foram evacuadas com várias centenas de adultos para Teerã, no Irã, antes de finalmente chegar a Israel em 1943, onde cresceram, ergueram famílias, prosperaram alguns se tornaram grandes cientistas, heróis militares e até mesmo grandes rabinos.

Como resultado das negociações entre a Agência Judaica e a administração britânica em Eretz Israel, as crianças finalmente receberam certificados que permitam a sua imigração para Eretz Israel.

Em 3 de janeiro de 1943, 716 crianças com seus acompanhantes adultos, muitos deles também refugiados, viajaram de caminhão para Bandar Shahpour no Golfo Pérsico, e de lá no cargueiro dunera para Karachi, Paquistão.

A partir de Karachi, os refugiados viajou no Noralea em torno da Península Arábica e através do Mar Vermelho para a cidade egípcia de Suez. As crianças, então, cruzaram o deserto de Sinai por trem, e chegaram ao campo de refugiados de Atlit no norte de Eretz Israel em 18 de Fevereiro de 1943, onde o Yishuv (comunidade judaica de Israel) congratulou-se com eles.

Um segunda transporte de 110 crianças chegou em Eretz Israel por viaterrestre (através do Iraque), em 28 de agosto de 1943. Ao todo, cerca de 870 "Crianças de Teerã" chegou em Eretz Israel, e logo se estabeleceu em kibutzim (fazendas coletivas) e moshavim (vilas agrícolas cooperativa).

Trinta e cinco delas morreram Al Kidush Hashem [honrando o Nome de D-us] como civis ou como soldados na Guerra de Independência de Israel em 1948-1949.

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