Quem sou eu

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Sociólogo pela Universidade de Haifa, especialize-me em abrir caminhos dentro do conhecimento judaico e melhorar a comunicação entre judeus e não judeus. Este é um caminho aberto para se comunicar com os judeus de Israel, EUA, Canadá, Europa ou aqueles que vivem em países da América Latina, mas não falam Português (no Brasil) ou espanhol (todos os outros países, além das Guianas)

Para refuá shlemá (rezar por uma pessoa doente)



Mizmor (Salmo) # 20 

Transliteração:

  1. Lamenatsêach mizmor ledavid.
  2. Iaanchá Ado-nai beiom tsara, iessaguevchá shem Elohê Iaacov.
  3. Yishlach ezrechá micódesh, umitsión yis’adêca.
  4. Yizcor col minchotêcha, veolatechá iedashene sêla.
  5. Yiten lecha chilvavêcha, vechol atsatechá iemalê.
  6. Neranena bishuatêcha, uvshem Elohênu nidgol, iemale Ado-nai col mish’alotêcha.
  7. Ata iadáti ki hoshía Ado-nai meshichó iaanêhu mishemê codsho, bigvurot iêsha iemino.
  8. Ele varéchev veele vassussim, vaanáchnu beshem Ado-nai Elohênu nazkir.
  9. Hêma careu venafálu, vaanáchnu camnu vanit’odad.
  10. Ado-nai hoshía, hamélech iaanênu veiom cor’ênu


O número 13 no Judaísmo.

Número que representa o mau agouro por aí afora, menos para o Zagalo, o número treze tem um significado muito especial e até mesmo diferenciado dentro do Judaísmo:

Número de itens no Tabernáculo, logo após, o Templo Sagrado: 13
Número de mandamentos na noite do Sêder: 13
Número de Emanações Divinas [treze midot]: 13
Número de pedidos na oração Amidá: 13
Número de bênçãos matinais: 13.

Treze é o valor numérico tanto de Echad [Um], quanto de Ahavah [Amor].

O Um é o Todo-poderoso, que reina sozinho.
O amor a Ele é o primeiro mandamento do Shemá Israel.

Treze + Treze = Vinte e Seis = O valor numérico do Nome Inefável de Quatro Letras, Y-H-V-H.

Cada treze neste caso corresponde a um ser humano e o amor pelo próximo.
Ao amor entre marido e mulher.

Treze é também Jacob + os seus 12 filhos, ou seja, Clal Israel [a entidade "povo judeu"].

Tudo o que existe no mundo pode significar tanto o positivo quanto o seu inverso.

No Judaísmo contudo, tratamos de focar sempre os aspectos que forem mais positivos!


Generosidade e boa vontade

  
Esta Porção Semanal da Torá (Devarim 15:10) ensina a importância de darmos aos carentes com sentimentos positivos: “Vocês certamente devem dar-lhe (ao carente), e que seus corações não se sintam mal quando derem, pois em retorno o Todo-Poderoso, seu D’us, os abençoará em todos os seus atos e em todos os seus esforços”. Daqui aprendemos que há dois aspectos que compõem o ato de fazer caridade: (1) o próprio ato de dar, e (2) a disposição do coração em fazê-lo.
 

Rashi comenta (Devarim 15:7) que há pessoas que fazem caridade mas sofrem por abrir mão do dinheiro. É verdade que dão, mas não com um coração aberto e generoso.
 Já a dádiva daqueles que dão de bom coração flui em grande abundância: eles doam generosamente e desejam muito beneficiar o receptor de sua ajuda.
 A Torá nos ensina que o principal componente de dar não é a dádiva em si, mas os bons sentimentos e o desejo de dar - dar de todo o coração (sem nenhum traço de ressentimento por separar-se de seu dinheiro). O judaísmo foi fundado por Avraham, que era um mestre da compaixão e bondade. Que possamos seguir em seus passos e dar abundantemente e sem limites!

Baseado no livro Daat Torá do Rabino Yerucham Halevi Levovitz
       (conhecido como Rav Yerucham de Mir, Lituânia e Polônia,  1874-1936)

Para receber o e-Mussar: mande para (to): emussar@terra.com.br

Existe impeachment no Judaísmo?

Sim.

A Torá estabelece as condições para que seja coroado um rei sobre Israel.

Algumas delas exigem que este rei não exceda seu luxo e conforto, que não crie guerras para enriquecer e que seu coração não desvie das leis de D-us.

Caso isto ocorra, um Juiz de todo Israel, como Moisés e Josué, um Profeta ou um corpo legislativo como o Sanhedrin [Sinédrio], poderia decretar o fim do seu mandato como rei e substituí-lo por outro.

Assim fez o profeta Samuel com relação ao rei Saul, quando ele não aniquilou os rebanhos e o rei de Amalek.

O resultado desta inépcia de Saul muitos séculos depois foi o nascimento de Haman e a trágica História Purim, relatada no Livro de Esther.

Fonte: Leis sobre reis de Israel.

No Israel moderno vigora o parlamentarismo, sistema no qual o impeachment é feito sob forma de uma moção de descrédito ao governo, conclamando a novas eleições.

Knesset - o Parlamento de Israel.


Fonte em hebraico:
רמב"ם הלכות מלכים פרק א
אין מעמידין מלך בתחילה אלא על פי בית דין של שבעים זקנים ועל פי נביא, כיהושע שמינהו משה רבינו ובית דינו, וכשאול ודוד שמינם שמואל הרמתי ובית דינו. (רמב"ם הלכות מלכים פרק א הלכה ג)






O Cântico do Universo - Terceiro capítulo

As árvores do campo dizem: Então cantarão de júbilo todas as árvores da floresta diante do Eterno, porque Ele vem; sim, Ele vem julgar a terra. (1 Crônicas 16:33).


As uvas dizem: Assim disse o Eterno, “Quando as uvas forem encontradas nos cachos e disser, não as destruas, pois elas têm bênçãos, assim farei aos que Me servirem, pois não destruirei a todos”. (Isaías 65:8) 


O figo diz: Aquele que cuida de uma figueira comerá de seu fruto. (Provérbios 27:18).  


A tâmara diz: Um justo florescerá como uma tamareira; como um cedro no Líbano ele crescerá. (Salmos 92:13).


Diz a maçã: Qual a macieira entre as árvores do bosque, tal é o meu Amado entre os filhos; desejo muito a Sua sombra, e debaixo dela me assento; e o Seu fruto é doce ao meu paladar. (Cântico dos cânticos 2:3). 


A espiga de trigo diz: Um Cântico das Ascensões. Das profundezas eu Te clamei, ó Eterno. (Salmos 130:1)


A espiga de cevada diz: Uma prece de um oprimido, quando se sente desfalecer e derrama ante o Eterno sua súplica. (Salmos 102:1)


As demais espigas dizem: As pradarias se revestem de rebanhos, grãos cobrem os prados e clamor de exultação e modulação de canções deles emanam. (Salmos 65:14).


Os vegetais do campo dizem: Regas seus sulcos, fazes por seus canais correr a água, com as gotas da chuva a fazes germinar e sua flora abençôas. (Salmos ibid.11)


As pastagens dizem: Perpétua é a glória do Eterno! Possa Ele sempre se alegrar com o que criou. (Salmos 104:31). 


O Cântico do Universo - Segundo capítulo

O dia diz: Um dia ao seguinte transmite esta mensagem; uma noite à outra se comunica (Salmos 19:3).

A noite diz: Proclamar desde o amanhecer Tua bondade e, às noites, Tua felicidade (Salmos 93:3).

O sol diz: O sol e a lua ficaram parados em suas moradas: Israel se moveria pela luz de Tuas setas; pelo fulgor de Tua lança cintilante (Habacuque 3:11).

A lua diz: Para marcar as estações criaste a lua, e ao sol determinaste o tempo de seu ocaso (Salmos 104:19).  

As estrelas dizem: Tu és o Eterno, Tu só, fizeste os céus, os céus dos céus, com todas as legiões celestes; a terra e tudo o que nela se encontra, os mares e o que neles há; e Tu as preservas a todos: e as legiões celestes Te adoram. (Nechemia 9:6).

Nimbos dizem: Ocultou-Se num véu da escuridão, envolto em Sua tenda, com águas escuras e nuvens espessas. (Salmos 18:12).

Nuvens de glória dizem: Mesmo que Ele as sobrecarregue, seguirão expandindo Sua luz. (Jó 37:11).

O vento diz: Direi ao norte: entrega os cativos, e ao sul: Não os retenhas, traze de longe Meus filhos, e das extremidades da terra, Minhas filhas. (Isaías 43:6). 

Relâmpagos dizem: Faz relâmpagos precederem as chuvas, e libera o vento de seus reservatórios. (Salmos 135:7).
O orvalho diz: Serei para Israel como o orvalho; ele brotará como a rosa, e lançará as suas raízes como as do Líbano. (Oséias 14:6).

As chuvas dizem: Chuvas de dádivas derramaste e, ao se esgotar a terra de Tua possessão, Tu a restabeleceste. (Salmos 68:10). 


O Cântico do Universo - capítulo 1

Primeiro capítulo: para se recitado aos Domingos - Yom Rishon 
Os céus dizem: Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento atesta a obra de Suas mãos. (Salmos 19:2)

A terra diz: A D-us toda a terra e tudo o que ela contém" (ibid. 24:1). E também: Dos confins da Terra ouvimos cânticos de glória aos justos (Isaías 26:16). 

O paraíso diz: Levanta-te, vento norte, e vem tu, vento sul, sopra no Meu jardim para que destilem os seus aromas (Cântico dos cânticos 4:16).

As trevas dizem: Pois fartou a alma sedenta e satisfez com bondade a alma aflita (Salmos 107:9).

O deserto diz:  Os desertos e as terras áridas se regozijam e os desertos florescerão como as tulipas (Isaías 35:1).  

Os campos dizem: O Eterno fundamentou a terra pela sabedoria: Ele estabeleceu os céus pelo entendimento (Provérbios 3:19).

As águas dizem: Quando sua voz ressoa como uma grande massa de água dos céus e faz subir os vapores dos confins da Terra (Jeremias 51:16).

Os oceanos dizem: Acima porém, do bramido das águas mais volumosas, acima do quebrado das águas do mar, está o Eterno, que é poderoso nas alturas! (Salmos 93:4).

Os mananciais dizem: Músicos e cantores sobre ela afirmarão (Salmos 87:7).



Como o Judaísmo lida com a preocupação

Bitachon (crença em Hashem) elimina a preocupação. 

O que é a preocupação? 

É o medo que você tem que no futuro haverá uma situação com a qual você não conseguirá lidar. Porém, se você se lembrar de como Hashem lhe ajudou em situações similares no passado, será mais fácil lidar com os problemas do presente.

Moshé disse aos Israelitas que se eles começassem a se questionar de como seriam capazes de derrotar as nações que viviam em Canaan, deveriam se lembrar das experiências passadas, de como Hashem ajudou-os numa situação semelhante com os Egípcios. 

Seu coração ficará livre de preocupações quando você se conscientizar do que Hashem já realizou por você no passado, de como lhe ajudou a lidar com as dificuldades. 

Sempre que você encontrar-se preocupado com o futuro, pergunte a si mesmo, “De que forma Hashem já me mostrou no passado que Ele pôde me ajudar a superar uma situação como essa?”

Ao se deparar com dificuldades financeiras, lembre-se de como você já ficou preocupado no passado com assuntos financeiros e conseguiu lidar com eles. 





Ao ficar com medo de não ir bem num teste, lembre-se de como você já se sentiu assim no passado e ainda assim conseguiu se sair bem. 

Se você temer novas situações, lembre-se de outras novas situações que você já ficou preocupado e que no final você conseguiu lidar bem com elas.

(Growth through Torah – R’Zelig Pliskin)

Principais Assuntos da Parashá Ékev




A recompensa pelas Mitsvót – o cumprimento do pacto (7:12-16)

            O Eterno promete, assim prossegue Moisés em seu último discurso dirigido ao povo judeu, que quando o povo observar a Torá e as Mitsvót, D-us também manterá o pacto feito com nossos patriarcas e abençoará o povo judeu com tudo de bom: filhos; boas colheitas, gado bovino e ovino; grandeza entre nas nações; saúde e domínio sobre todos os seus inimigos.
  
Resposta aos céticos (7:17-26)

            Moshé pressente o ceticismo entre alguns: “Se disseres em teu coração: “Estas nações são mais numerosas do que eu, como poderei desterrá-las?” Ou seja, os filhos de Israel poderiam nutrir certo medo em seus corações às vésperas de conquistar a Terra de Israel. A estes Moshé responde: “Não temerás! Lembre-te do que fez o Eterno, teu D-us, ao Faraó e a todo o Egito”. Ou seja, confiem em D-us [pois Ele o fará novamente].

            Moshé acrescenta que D-us dirigirá esta conquista aos poucos, para que os habitantes da terra não sejam evacuados de uma só vez, deixando-a inóspita, antes que os judeus possam ocupá-la por completo. Moshé alerta uma vez mais ao povo para que, passo a passo, enquanto conquistam a terra de Israel, queimem e destruam quaisquer vestígios da cultura idólatra local.
  
A experiência do passado e esperança para o futuro (8:1-20)

            O tema da promessa de herdarem a terra, o alertas para observarem as Mitsvót e a lembrança os pecados do deserto, retornam nos versículos seguintes. Moshé demonstra os percalços ocorridos no deserto como provações cujo objetivo era o de testar a confiança do povo judeu em Hashem. Por um lado, a sensação deprimente devido ao isolamento no deserto, e por outro, milagres Divinos que acompanharam o povo em todos os seus passos. E agora, diz Moshé, o povo [finalmente] obtém o mérito de entrar na terra boa e prometida, que tudo tem.
            Moshé alerta sobre o crescimento do orgulho e da vaidade, que deterioram a alma, como decorrência da abundância material, e digam “A minha força e a fortaleza da minha mão me conseguiram estes bens!” Um pecado como este é capaz de causar a queda e o exílio do povo. 


A lembrança do pecado do bezerro de ouro e mais recordações do deserto (9:1-10-11)

            Como dito antes, Moshé rabeinu receia pelo crescimento da soberba entre o povo. Ele esclarece que o presente de Eretz Israel, todo o bem e o fluxo de abundância Divina não decorrem necessariamente das boas ações de Israel. O fator principal discorre Moshé, é o pacto feito entre D-us e nossos patriarcas. A perversidade dos povos daquela terra contribuiu para seu afastamento dela e para que o povo judeu fosse trazido em seu lugar.
            Para reforçar esta idéia, Moshé lembra o fato de que durante todo o seu período de liderança o povo pecou muitas vezes diante de Hashem. Moshé recorda em especial tudo o que gerou o pecado do bezerro de ouro, quando ele, Moshé, subiu até o Eterno para receber a Torá. Mesmo assim, recorda Moshé, precisei quebrar as tábuas e suplicar diante de D-us por vocês.  
            Moshé lembra também do pecado do povo quando apeteceram por carne, quando se puseram contra Moshé, e obviamente, os pecados dos espiões que culminaram na peregrinação do povo pelo deserto.
            Por culpa da quebra das Tábuas da Lei, Moshé foi incumbido de talhar ‘novas tábuas’. Moshé sobe novamente às Alturas onde D-us escreve o Decálogo (Dez Mandamentos), que Moshé coloca numa arca que preparou especialmente para isto com madeira de acácia.
            Moshé recorda a morte do irmão Aharon, o Sumo Sacerdote, a indicação de Elazar para este cargo e a escolha da tribo de Levi como servidores de Hashem.
  
Um tratamento diferenciado para o povo de Israel (10:12-11-25).

            Apesar de todos os pecados de Israel, Hashem não viola o pacto lavrado com os patriarcas. Pede somente aos seus descendentes que também eles cumpram sua parte neste pacto, que se apeguem à Torá e às Mitsvót e aos caminhos de Hashem. Moshé lembra, uma vez mais, da imensa bondade que Hashem fez com Israel ao retirá-los do Egito, as maravilhas que fez para eles no deserto e a boa terra que está para dar aos filhos de Israel.
            Dentre as bênçãos e promessas feitas enquanto dirigiu o povo, Moshé recita a porção “e se ouvirdes a Minha Lei”, conhecida como a ‘segunda porção do Shemá’.  Esta porção lembra o dever do judeu de amar a D-us e de O servir com todo o coração e total abnegação. A promessa é de que as chuvas cairão a seu tempo e na quantidade certa para o bem da agricultura. Mas se o povo não cuidar da Torá, a ira Divina cairá sobre Israel e Ele fará cessar a abundância desta terra. 
            Assim como na primeira porção do Shemá, dos filhos de Israel são exigidas as mitsvót do estudo da Torá, a mitsvá do tefilin, a educação dos filhos nos caminhos da Lei Divina assim como do seu ensinamento, e a mitsvá da Mezuzá.
            Finalmente é reiterada a promessa de longa vida e da herança da terra com paz e segurança.
  
Esta parashá contém 111 versículos.


-- 
R.Shmuel Lancry
    -989312690-

Parashá Ékev - porque as pessoas sofrem?

FAÇA SOZINHO: VELA DE AZEITONA
Tem programa na TV que ensina a fazer apetrechos em casa a partir dos objetos mais estapafúrdios, tais como desentortador de banana a partir do tubinho de cartolina que fica quando acaba o papel higiênico. Pois vamos mostrar a você a essência desta parashá através de uma experiência caseira (não faça em casa, é só um exemplo):
  1. Pegue duas azeitonas secas com cabinho.
  2. Coloque-as num castiçal como se fossem velas de Shabat.
  3. Agora acenda os cabinhos e ilumine fartamente o ambiente.
Leitor:   - Seu Tropicasher, fiz a experiência e não deu certo. Os cabinhos torraram em dois segundos e as azeitonas queimaram no topo deixando um cheiro estranho na sala.
 Tropicasher: -  Isso já era esperado, afável leitor. O Maharal de Praga explica porque:
Na parashá desta semana, a Torá diz: "Compreenda com seu coração que Hashem nos repreende assim como um pai repreende a seu filho" (Devarim, 8:5)
O Maharal explica que Hashem nos envia toda a sorte de testes, provas e sofrimentos para desabafar e fazer notar a parte espiritual e verdadeira que está dentro de nós.
Hashem precisa desabafar nossa alma, caso contrário deixaremos este mundo sem realizar nossa missão e chegaremos ao Mundo Superior espiritualmente insanos.
Para quem sempre se pergunta porque as pessoas sofrem, é por isso.
O sofrimento amortiza os débitos que a alma tem com Hashem por ter se entregue somente aos deleites do corpo neste mundo e não ter procurado se remendar.
Por esse motivo temos tantas mitsvót relacionadas com meios materiais, como comer bem e vestir roupas bonitas no Shabat e Yom Tov, colocar Tefilin e dar Tsedacá (ajudar o próximo).
Todo benefício material que não vem acompanhado de benefício espiritual debilita a alma.
As azeitonas não acendem a menos que sejam prensadas e convertidas em azeite.
O ser humano não ilumina o mundo com sua alma a menos que esta seja prensada e refinada por Hashem. Isso se dá através dos testes que passamos todos os dias.
Quando não passamos por um teste, Hashem nos envia o sofrimento para compensar, zerar nossa conta espiritual e nos fazer evoluir.
Caso contrário, deixaremos este mundo com uma conta que não poderemos saldar.
O Talmud diz que alguém que passa 40 dias sem sofrimento algum está na pior.
Hashem já lhe está pagando neste mundo tudo o que a pessoa merece.
Quando ela chegar no outro mundo é que o taxímetro das boas ações começa a andar.
Mas no outro mundo não se pode mais fazer, só receber benefícios do que fizemos neste.
O azeite de oliva é belo e cheiroso, dá sabor à comida e ilumina nossas vidas.
Agora pergunta prá azeitona o que ela sentiu quando a espremeram.
Provavelmente o mesmo que sentimos quando sofremos.
O sofrimento deve ser passageiro e a alegria eterna.
Se a gente se liga em Hashem quando sofre, pedindo a ele que nos alivie a carga e que nos mostre o que temos de fazer para evoluir, Ele o fará, pois só quer o nosso bem. Assim como nenhum de nós nutre ódio por quem espreme as azeitonas, mas ama o azeite que delas provém.
O Tropicasher é enviado para milhares de pessoas em todo o mundo graças ao apoio importantíssimo dos Tropichaverim. Seja um Tropichaver, apoiando uma seção ou página do Tropicasher.
Você pode ser um tropichaver virtual enviando nossos artigos ou endereço eletronico ao seu mailing ou pessoas interessadas: www.tropicasher.com.br

* CHAVER em hebraico quer dizer: AMIGO. Vem do hebraico LECHABER, que quer dizer UNIR.  A Internet proporciona a possibilidade de unir corações com uma palavra de Torá amiga, alegre e diversificada. Obrigado por ler o Tropicasher e associar-se à nossa causa. Shalom!

O que o Judaísmo diz sobre repreender as outras pessoas?

Eis uma pergunta que as pessoas fazem muito frequentemente: existe um mandamento da Torá de repreender outra pessoa?
            Maimônides, um dos grandes codificadores da lei judaica, escreveu (Hilchot Deot 6:7): "É uma mitsvá incumbente a toda pessoa que ao ver que o seu colega errou ou está seguindo num caminho impróprio, admoestá-lo para que retorne a um comportamento adequado e para informá-lo que ele próprio está causando danos a si mesmo por causa de seus maus atos, como declara a Torá: 'Você certamente deve admoestar o seu colega'" (Levítico 19:17).
     Todavia, existem dois aspectos essenciais ao se realizar esta mitsvá: (1) a nossa intenção e (2) como iremos fazê-la. A intenção deve provir do amor pela outra pessoa e do desejo de ajudá-la – e nunca para descarregar a nossa raiva sobre como as ações desta pessoa estão nos incomodando ou que estejamos externando a nossa "superioridade moral". A repreensão deve ser feita com amor e da forma menos dolorosa possível. Somente quando o destinatário da repreensão sente que aquele que o está repreendendo o ama, é que prontamente irá aceitar a admoestação.
     Muitas vezes vemos ou ficamos muito incomodados pelo comportamento incorreto de alguém quando, na verdade, nós também nos comportamos desta maneira. A maioria de nós já ouviu o velho ditado: "Quando você aponta o seu dedo para alguém, lembre-se: três dedos estão apontando de volta para você!"
     Eis algumas ideias extraídas do livro Love Your Neighbor sobre o tópico de admoestação:
     1) Somos ordenados a corrigir alguém que se comporta inadequadamente quer em questões relacionadas ao seu relacionamento com D'us como em seu relacionamento com seus companheiros (Hinuch 239).
     2) A pessoa deve corrigir as suas próprias falhas antes de corrigir os outros (Talmud Baba Batra 60b). Isso não nos isenta de repreender os demais; ao contrário: isto nos obriga a corrigirmos a nós mesmos primeiro.
     3) A pessoa não deve apenas admoestar sobre o erro, mas também ensinar o comportamento adequado (ShláToldot Adam, p. 2).
     4) A repreensão deve ser feita em particular – para não envergonhar a outra pessoa (Maimônides, Hilchot Deot 6:7).
     5) Sejamos extremamente cuidadosos para não envergonhar a outra pessoa. (Maimônides, Hilchot Deot 6:8)
     6) Falemos agradável e suavemente. Transmitamos que temos apenas o seu beneficio em mente.
     7) Se alguém transgride publicamente, ele deve ser repreendido imediatamente de forma a não provocar um hilul HaShem (profanação do nome de Deus) (Mishna Brura 608:10). Por exemplo, se alguém está em meio a falar lashon hará (fofoca/calúnia) na frente de um grupo de pessoas, é correto interromper a transgressão imediatamente, apesar de outras pessoas estarem presentes. Evidentemente, isso deve ser feito da forma mais educada e diplomática possível (Rabino Yossef Shalom Eliashiv Z"TL).
     Talvez interrompê-la em um tom de voz suave e levar a pessoa de lado para conversar. Usar uma pergunta ao invés de uma declaração muitas vezes funciona melhor: "Desculpe-me, mas o que você está dizendo não é fofoca/calúnia?" Se a pessoa tem tendência a seguir os mandamentos da Torá: "A Torá não proíbe isso?" Se a pessoa não é cumpridora da Torá: "Desculpe, você gostaria que outros falassem sobre você desta maneira?"
     8) Sejamos muito cuidadosos em não ficarmos bravos (Marganita Tava, n° 10). Uma repreensão feita de forma zangada não será escutada. Mesmo ao admoestar crianças ou membros da família, façamo-lo em um tom de voz agradável (Pele Yoetz, seções Gaavá e Zilzul). O Rabino Haim de Volozhin ensinou que se uma pessoa é incapaz de admoestar em um tom de voz agradável, ela está isenta da obrigação de repreender (Keter Rosh #143, Minchat Shmuel).
     9) Se alguém nos enganou ou prejudicou, não devemos silenciosamente odiá-lo(a); tentemos corrigi-lo(a). De uma maneira gentil pergunte: "Por que você fez tal e tal coisa contra mim?" Se a pessoa lhe pedir que a perdoe, você não deve agir de forma cruel, mas sim aceitar as suas desculpas (Maimônides, Hilchot Deot 7:4,5). Ficar em silêncio quando fomos injustiçados gera ódio. No entanto, se censurarmos a pessoa que nos lesou - seguindo as regras acima - não guardaremos ressentimento. Mais ainda: podemos acabar descobrindo que nós é que estávamos enganados ou a outra pessoa pode pedir desculpas.

Em resumo: a repreensão só deve ser feita com amor e visando o benefício da outra pessoa e o seu crescimento. Às vezes, devemos esperar um dia ou dois antes de repreender alguém. Lembre-se: a repreensão é muitas vezes um prato melhor quando servido frio!



Fonte: Meor Hashabat

Ekev - a Fé pura no Judaísmo

A Parashá desta semana, Ekev (literalmente “Se”), começa com uma introdução que condiciona o recebimento de recompensas ao cumprimento das Mitzvót da Torá, como está escrito: “E será, se vocês escutarem estes mandamentos, e os observarem, e os cumprirem, então D’us cuidará de vocês... Ele os amará, e os abençoará, e os multiplicará” (Devarim 7:12,13). O entendimento simples destas palavras é que, se demonstrarmos o nosso amor por D’us, escutando Suas ordens e cumprindo Suas Mitzvót, então Ele se comportará conosco na mesma medida e nos amará.


Porém, algo nos chama a atenção nas palavras de Rashi (França, 1040 - 1105), um dos maiores comentaristas da Torá, conhecido por trazer normalmente a explicação mais simples e direta dos versículos. Porém, neste versículo, percebemos que ele “fugiu” da explicação mais simples, que seria dizer que a Torá condiciona a recompensa recebida ao cumprimento de todas as Mitzvót da Torá. Ao invés disso, Rashi cita um Midrash (parte da Torá Oral) que explica que a palavra “Ekev”, que significa a condição “se”, também significa “calcanhar”. Ele diz que o versículo não se refere a todas as Mitzvót, e sim especificamente às Mitzvót que nós “pisamos sobre elas com o nosso calcanhar”, isto é, Mitzvót que desprezamos por considerarmos como sendo menos importantes. De acordo com esta explicação, a Torá está nos advertindo a não desprezarmos estas Mitzvót que consideramos menos importantes.

Esta explicação de Rashi desperta um questionamento. A explicação mais simples do versículo é muito mais abrangente e incluiu todas as Mitzvót da Torá. Então por que Rashi abandonou a explicação mais simples e abrangente, e escolheu trazer uma explicação que se aplica somente a um grupo reduzido de Mitzvót? Por que o amor de D’us estaria condicionado apenas às Mitzvót que têm menos importância aos nossos olhos?

Uma pergunta semelhante surge em relação a outro ensinamento dos nossos sábios: “Seja tão meticulosos no cumprimento das Mitzvót menos importantes como no cumprimento das Mitzvót mais importantes, pois você não sabe como as Mitzvót serão recompensadas” (Pirkei Avót 2:1). Porém, o que esta Mishná (parte da Torá Oral) está nos ensinando? Se a própria Mishná reconhece que existem Mitzvót mais importantes e outras menos importantes, por que a conclusão é que talvez D’us não nos recompensará de maneira proporcional ao valor das Mitzvót? Se há Mitzvót mais importantes, não seria mais lógico dar ênfase ao cumprimento delas?

Explica o Rav Yohanan Zweig que quanto mais forte é o relacionamento entre duas pessoas, é mais comum elas sentirem liberdade de pedir coisas relativamente simples e triviais uma à outra. Entretanto, se o relacionamento não é tão forte, as duas partes tendem a limitar os pedidos a assuntos de maior importância. Por exemplo, uma pessoa não pensaria duas vezes em acordar algum conhecido às duas da manhã para pedir um auxílio médico urgente, mas a mesma pessoa acharia inconcebível a ideia de acordar um conhecido às duas da manhã para pedir a ele um pote de sorvete. No outro extremo, uma esposa não veria nenhum problema em pedir para que seu marido compre para ela um pote de sorvete às duas da manhã, em especial se ela estiver grávida. Isto quer dizer que sentir liberdade de fazer pedidos simples é uma demonstração de amor e conexão.

Esta ideia se aplica também espiritualmente. Nós somos naturalmente mais cuidadosos com as Mitzvót que consideramos como sendo mais importantes e fundamentais, enquanto naturalmente cumprimos com menos entusiasmo e cuidado as Mitzvót que não consideramos como princípios fundamentais. Entretanto, isto é um grande erro, pois quanto mais forte é um relacionamento, mais apta está a pessoa a concordar com pedidos aparentemente triviais e simples. Portanto, é justamente através das Mitzvót mais simples e básicas que nós demonstramos o nosso compromisso e expressamos o nosso amor por D’us. É por isso que o cumprimento das Mitzvót “leves”, que parecem ser menos sérias, é justamente o que mede o nosso relacionamento com D’us.

Com este conceito podemos entender o que a Mishná de Pirkei Avót está nos ensinando. Há duas maneiras através das quais D’us pode definir a recompensa de uma Mitzvá: através da sua importância ou através do comprometimento e amor refletido no cumprimento desta Mitzvá. Como não nos foi revelado qual das duas medidas D’us usará na definição da nossa recompensa, então é importante sermos igualmente cuidadosos com ambos os tipos de Mitzvót, pois um tipo tem uma maior recompensa por sua importância, enquanto outro tipo tem uma maior recompensa pela sua demonstração de amor e comprometimento.

Assim também é possível entender o motivo pelo qual Rashi abandonou a explicação convencional, mais abrangente, e optou por trazer uma explicação baseada no Midrash, mais limitada. O versículo descreve explicitamente o cumprimento de certas Mitzvót cuja recompensa será o amor de D’us. Como D’us se comporta conosco “Midá Kenegued Midá” (medida por medida), então certamente trata-se de Mitzvót que demonstram um nível maior do nosso amor por D’us. É por isso que Rashi entende que as Mitzvót às quais o versículo se refere são aquelas que consideramos menos importantes, pois são justamente elas que, quando cumpridas com cuidado, entusiasmo e alegria, verdadeiramente demonstram o nosso enorme amor por D’us.

Precisamos colocar no coração este ensinamento para conseguirmos cumprir com alegria e entusiasmo mesmo as Mitzvót mais simples do cotidiano. É fácil se sentir inspirado na Tefilá de Yom Kipur, mas o que demonstra de verdade o nosso amor por D’us é tentar se inspirar nas Tefilót do dia-a-dia, mesmo com toda a correria e obstáculos que surgem quando tentamos rezar com concentração. É fácil sentir a santidade da mesa de Shabat, mas o que ressalta o nosso amor pelas Mitzvót é sentir também a santidade da mesa durante a semana. É mais fácil sentir temor no cumprimento das Mitzvót da Torá, mas é uma demonstração muito maior de conexão espiritual e temor a D’us quando também conseguimos cumprir, com o devido respeito, as Mitzvót que foram decretadas pelos nossos sábios. Assim, os pequenos atos do cotidiano se transformam, através do entusiasmo e da alegria, em atos gigantescos.

Este conceito também se aplica ao nosso relacionamento com as outras pessoas. Muitas vezes queremos demonstrar o quanto gostamos ou nos importamos com alguém, e esperamos algum momento especial e grandioso para demonstrar o que sentimos. Mas isto é um grande erro, pois são justamente os pequenos atos do cotidiano que demonstram o quanto nos importamos com as pessoas. Quando damos um presente a alguém, muitas vezes o que mais toca a pessoa não é o conteúdo do embrulho, e sim as palavras que estão escritas no cartão. O nome “presente” já indica que o principal objetivo de darmos uma lembrança a alguém é demonstrar o quanto queremos estar presentes na sua vida. Por isso, a melhor maneira de demonstrar o nosso amor não são com grandes presentes, e sim com pequenas atitudes diárias de carinho, respeito e atenção.
R' Efraim Birbojm
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Jamais abaixe a guarda.



        O Talmud (Yoma 35a) nos relata que "Parveh" era um feiticeiro que usou de magia negra para fazer um túnel sob o Templo Sagrado de Jerusalém. Ele planejava entrar no Templo Sagrado e perturbar e interromper o serviço divino. Felizmente, enquanto se arrastava pelo túnel, ele foi detido antes que tivesse chances de por em prática seu plano maligno.
        No local onde este túnel se abria para dentro do Templo Sagrado, os Sábios ordenaram que um recinto fosse construído e chamaram-no "A Câmara de Parveh". Além disso, construíram uma piscina para banho ritual – na qual o Cohen Gadol (o Sumo Sacerdote) imergia em Yom Kipur – no telhado deste recinto.
        Esse relato enigmático é muito difícil de entender! Por que os Rabinos nomearam esta câmara com o nome do feiticeiro que estava empenhado em sabotar o serviço divino? Ainda mais, é inconcebível colocar o banho ritual do mais sagrado homem, no dia mais sagrado do ano, no lugar mais sagrado do mundo - no telhado de um lugar chamado "A Câmara de Parveh"!
        Na verdade, o Talmud revela aqui um dos grandes segredos da Torá. Poderíamos supor que uma pessoa sagrada, em um lugar santo, num dia tão sagrado, não ficaria vulnerável às manobras tortuosas do yétser hará (os nossos maus instintos).
        No entanto - surpreendente - no auge da santidade, o yétser hará ataca com força total. Como uma vela que tremula com uma eclosão final de luz antes de se extinguir, também o yétser hará luta por sua vida em face à sua rival - a santidade!
        Assim, os Rabinos imortalizaram Parveh a fim de elevarmos nossa consciência desta constante - e perigosa - ameaça. Que essa lição nos ilumine para tomarmos as devidas precauções a fim de repelirmos os ataques do impulso negativo, para que possamos galgar às alturas espirituais!

Baseado em uma palestra proferida pelo Rabino Avraham Chaim Feuer (Israel)
 Seus livros estão disponíveis em:   www.artscroll.com/Authors/Rabbi_Avrohom_Chaim_Feuer.html

Para parar o e-Mussar: emussar@terra.com.br
   

Patricia Ingo Tendrich entrevista Paulinho Rosenbaum

Shalom!
Que tal juntar judaísmo com humor?
Paulinho Rosenbaum é com você!

PIT - Olá Paulinho, bem vindo ao Papo em Comunidade!
PR - Muito obrigado pelo convite Patrícia e parabéns pela bonita iniciativa.

PIT - Para começar quem é Paulinho Rosenbaum?
PR - Um amante da cultura brasileira, do humor clean, de Israel e das coisas judaicas.

PIT - O que é tropicasher?
PR - Tropicasher é Torá com Sabor Tropical, um judaísmo com jeitinho e humor bem brasileiros, sem perder a tradição e a seriedade de propósito. Nossos veículos são a música, brasileira em especial, a parashá da semana e contos com sabor tropical e agora os videoclips.

PIT - Como surgiu a ideia do Tropicasher?
PR - Quando eu traduzia o Fax de uma entidade religiosa em Toronto, recebi algumas reações negativas e pedidos para não enviar mais aquelas mensagens, parar com essa "lavagem cerebral", coisas do estilo. Fiquei um pouco chateado, pois como sociólogo formado em Haifa, oficial docente das forças armadas de Israel e judeu observante, mas liberal, achei que poderia servir algo melhor ao leitor pouco acostumado ao pensamento analítico judaico, em especial com questões relativas à nossa fé, i.e. Torá. Liguei de Toronto a um importante rabino em Israel e ele me aconselhou a fazer algo com a minha formação cultural como judeu brasileiro. Nasceu o Tropicasher.

PIT - Qual o objetivo do Tropicasher?
PR - Primeiramente informar o máximo possível acerca das tradições e fontes judaicas, de todos os tipos, épocas e tendências. Além disso, divertir, relaxar, desmistificar preconceitos relativos à nossa fé, fazer amigos e fomentar laços entre pessoas de diversos modus vivendi.

PIT - O que os judeus brasileiros têm que os outros judeus não têm?
PR - Talvez um pouco mais de ginga, humor, capacidade de gostar do diferente, do inédito, do diferenciado, sem entrar em polêmicas nem conflitos. Foi isso que ao que tudo indica maravilhou o Jô Soares quando fui ao programa dele, a começar pela minha Kipá em forma de bola de futebol e o Funk do Faraó, um curto relato da Hagadá de Pessach sobre a periferia sofrida do Egito Antigo (os judeus).


PIT - Você faz shows. Como são estes shows? São didáticos?
PR - Nossos shows são feitos sob a forma de um vôo musical da Tropicasher Airlines, que leva o "passageiro" confortavelmente sentado em sua poltrona no teatro, a lugares nunca dantes visitados, contando sobre estes lugares com música, ritmo e humor. Os shows são didáticos, a pessoa sai com muita informação relevante do Teatro, conhece aspectos diferentes daquilo que não imaginava poder ser apresentado de forma musical e bem humorada e vai para casa feliz, por haver empregado o tempo numa atividade ao mesmo tempo útil e prazerosa. Nossos shows desfrutam hoje do apoio da Lei Rouanet e temos como principal patrocinador o Banco Daycoval, que apostou no nosso sucesso e viu o Teatro Folha lotar para assistir a estréia. Ainda temos espaço para mais patrocinadores, principalmente aqueles que quiserem levar nosso show para outros Estados e países. Portugal e Israel já estão à espera.


PIT - Existe alguma passagem da Torá que você ache engraçada ou que você a tenha tornado engraçada?
PR- Uma só? Todas as passagens da Torá têm algo engraçado. Por exemplo: na porção BESHALÁCH (Shemót, segundo livro da Torá),após a travessia do Mar Vermelho, Miriam, a irmã de Moisés, sai tocando pandeiro e cantando com todas as mulheres de Israel em agradecimento. Estava criada a Primeira Escola de Simchá de História, com batuque, enredo e tudo o mais. Nota dez em todos os quesitos! O nome Pelé também foi encontrado na Torá e tem a ver com a festa de Chanucá, mas isso já é outro Tropicasher... (veja artigo "A Pele Judaica do Pelé"). Além disso, criamos um "Passaporte de Pêssach" que resume o ideal desta festa de um modo bem moderno e tem feito o maior sucesso!



PIT - O que mais e menos te encanta no judaísmo?
PR - As duas coisas numa só: a extensa diversidade de modos de conduta, interpretações, riqueza de costumes, níveis diferentes de observância, enfoque neste ou naquele assunto, isto é o que celebra o judaísmo como uma cultura completa. Ao mesmo tempo, as briguinhas e picuinhas entre alguns dos nossos segmentos deixam bastante a desejar no quesito harmonia e convivência com o próximo. Tropicasher tenta driblar tudo isso não enfocando um só assunto, nem uma só corrente, nem desprezando os demais. Shalom e Humor.


PIT - Como você explica o judaísmo de forma simples para um não judeu? Tem como?
PR - Meu amigo José Singer que hoje mora em Israel expressou isto da melhor forma na minha opinião: O JUDAÍSMO É UMA CIVILIZAÇÃO ORIENTADA PELA TORÁ. O resto é comentário e fotos. No site temos os dois, Baruch Hashem!

PIT - Qual o seu maior desejo?
PR - Ver o Tropicasher chegar a cada vez mais pessoas, judeus ou não e formar laços onde antes só havia embaraços.

PIT - Paulinho, muito obrigada por sua entrevista e deixe aqui o seu recado!
PR - Obrigado a você Patricia, por tão bem formulada entrevista, ainda bem que não perguntou porque não me casei até hoje nem pediu doação.
Meu recado é o seguinte: "Se o sucesso não bate à sua porta, crie você a porta" (na verdade quem falou isso foi o humorista judeu americano Milton Berle e tomei essa máxima como meu modo operandus). Outro recado que acho importante é algo que aprendi durante todos estes anos, nos quatro países em que vivi (Israel, Brasil, USA e Canadá), após conhecer gente tão diversificada quanto possível: O fato do outro pensar e agir diferente de você não faz dele o seu inimigo. Ah sim, antes que eu esqueça: Os CDs Tropicasher, assim com o Sidur Falado e o Livro de Auto-ajudaica PÉROLAS DE YEHOSHIAHU, estão à venda na Livraria Sêfer, Livraria Cultura e Beit Hassofer. Aceitamos encomendas pelo atacado (mais de dez unidades) pelo e-mail pr@tropicasher.com.br
Tropicasher é coisa séria mesmo fazendo brincadeira. 
É bom ter você como amigo/a!
http://www.tropicasher.com.br/
 
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