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Sociólogo pela Universidade de Haifa, especialize-me em abrir caminhos dentro do conhecimento judaico e melhorar a comunicação entre judeus e não judeus. Este é um caminho aberto para se comunicar com os judeus de Israel, EUA, Canadá, Europa ou aqueles que vivem em países da América Latina, mas não falam Português (no Brasil) ou espanhol (todos os outros países, além das Guianas)

Parashá: BÓ - as 3 últimas pragas e a primeira Mitsvá dada ao povo judeu

Assuntos Principais da Parashá BO


A oitava praga - gafanhotos (10:1-20)

O Altíssimo envia Moshé ao Faraó para alertá-lo uma vez mais. D-us diz a Moshé que endureceu o coração do Faraó para faze mais notórias as pragas que despejará sobre ele e que isto engrandecerá o nome de D-us nas gerações que virão.

Desta vez o Faraó é alertado antes da praga dos gafanhotos, que como ela não houve e não haverá jamais no Egito. O gafanhoto é um inseto voador e incomodo, que cobrirá os céus do Egito e destruirá o pouco da relva que não ficou danificada pelo granizo. Entrará nas casas dos egípcios e lhes transtornará a vida.

Os homens do Faraó, golpeados e feridos pelas pragas anteriores, imploram ao Faraó que deixe os judeus partirem. O Faraó tenta negociar mais uma vez: “Diga-me quem irá (servir Hashem fora do Egito)?” Moshé responde com firmeza: “Vamos com nossas crianças e com nossos idosos, com nosso gado e com nossos rebanhos, pois é festividade sagrada dedicada ao Altíssimo”. O Faraó não se dispõe a concordar. Somente homens adultos têm sua permissão para ir. Moshé não concorda e o Faraó o expulsa de sua presença.   

Moshé inclina seu cajado sobre a terra do Egito e Hashem faz soprar um vento quente durante toda a noite, que carrega consigo gafanhoto em quantidades imensas. O alerta dado por Moshé ao Faraó cumpre-se na íntegra.

Mais uma vez Moshé e Aharon são chamados à presença do Faraó que lhes implora que rezem para que D-us cancele a praga. Hashem faz soprar um vento ocidental que carrega consigo as nuvens de gafanhotos além dos confins do Egito. D-us endurece o coração do Faraó e este se recusa a deixar os filhos de Israel partirem. 

A nona praga – escuridão (10:21-29)

A nona praga, da escuridão, cai sobre o Egito em duas etapas: 1) uma escuridão como a que conhecemos, ou seja, a falta de luz. 2) na segunda etapa, a partir do quarto dia, a escuridão torna-se tão espessa que os egípcios não conseguem se mexer por sua causa.

Assim como no restante das pragas, os filhos de Israel não sofrem com ela, como diz o versículo: “... e para todos os filhos de Israel havia luz em suas moradas”.

   O Faraó está aturdido pelas pragas que avançam em gravidade e já está disposto a deixar os israelitas partirem, incluindo crianças pequenas. Ele pede apenas que o gado permaneça no Egito. Mas Moshé é firme na ordem Divina, exige a saída com todo os rebanhos, até a última das ovelhas e adiciona que até mesmo o Faraó aumentará este rebanho dedicando do seu próprio gado...

O Faro se enfurece, expulsa Moshé de sua presença e ameaça que se vier uma vez mais, ele mandará matá-lo.

Os preparativos para a grande vitória (11:1-2)

O Altíssimo promete a Moshé que a próxima praga – a décima – será derradeira e fulminante. Depois dela o Faraó não só deixará ir como até expulsará os filhos de Israel do Egito. Hashem ordena a Moshé que diga aos israelitas que peçam prataria e ourivesaria dos egípcios com vistas à sua grande festa. Assim Hashem cumpre a promessa feita a Avraham Avinu, “e depois disto partirão com um grande legado”. De fato, os egípcios são até coniventes com os vizinhos israelitas e atendem seu pedido de bom grado. Tudo indica que os acontecimentos dos últimos meses fizeram com que o povo egípcio se se torna um admirador do povo hebreu e deu líder Moshé.

Moshé ainda está no palácio do Faraó antes de deixar pela ultima vez sua presença, após ter sido ameaçado de morte. D-us pede a Moshé que alerte o Faraó antes da derradeira praga: “Durante esta praga morrerão todos os primogênitos egípcios, assim como os primogênitos dos animais. Um grito de assombro invadirá o Egito e toda a população ficará histérica. Os teus servos lhe implorarão para que deixes os judeus partirem para que esta terrível calamidade finde”.

Moshé termina seu alerta e deixa irritado a presença do Faraó.

A santificação do mês (12:3-14) - primeira Mitsvá dada ao povo judeu como um todo

No dia dois de Nissan de 2.448 da Criação do Universo, D-us chama Moshé e Aharon e fixa o mês em que os judeus deverão sair de seu exílio para a redenção como o primeiro mês do calendário hebraico. Hashem lhes mostra como santificar a Lua no novilúnio para determinar o inicio do novo mês.  Ou seja, a cada 29 ou 30 dias e Lua se renova e um tribunal rabínico deve fixar este dia como um novo mês que inicia.



A Mitsvá do Pessach (12:1-14)

No mesmo ato Hashem ordena a Moshé e a Aharon que digam aos hebreus que estes preparam um cordeiro imaculado no dia dez deste mês, para que sirva de oferenda ao Altíssimo no dia 14 de Nissan, véspera da saída do Egito. Deve ser um cordeiro macho ou cabrito com um ano de idade e precisa ser ingerido em grupo após ter sido tostado. Esta oferenda deve ser abatida de véspera e sua carne ingerida na mesma noite.
O sangue desta oferenda deve ser pincelado nos batentes das portas para que sirva de sinal durante a praga dos primogênitos, protegendo os lares israelitas.

Os hebreus devem estar prontos para deixarem o Egito no ato de comerem a oferenda pascal, que deve ser ingerida junto a Matsót e ervas amargas.

A Festa das Matsót (12:15-20)

Os sete dias após a oferenda pascal são chamados de Festa das Matsót. Durante estes dias alimento fermentado de espécie alguma pode permanecer num lar israelita. Obviamente é proibido ingerir chamêts (pão levedado) e só Matsót (pão ázimo) são permitidas.

O primeiro destes sete dias é festa religiosa durante o qual ficam proibidas as Melachót (trabalhos proibidos) e somos obrigados a comer Matsá. Nos dias consecutivos somos proibidos de comer chamêts, mas não somos obrigados a comer Matsót. O ultimo dos sete dias, dia 21 de Nissan, também é festa religiosa, onde as Melachót voltam a ser proibidas.

Moshé ordena a Israel (12:12;28)

Moshé congrega os anciãos de Israel e lhe outorga o mandamento Divino concernente o sacrifício pascal, alertando-os para não saírem de seus lares durante a noite de 15 de Nissan. Com os batentes das portas sinalizados pelo sangue da oferenda pascal, Hashem passará por estes lares e não deixará que o anjo da morte fira os primogênitos israelitas.

Moshé ordena também que o Pessach deve ser celebrado pelas gerações seguintes todos os anos nesta mesma data, que servirá de sinal para os filhos de cada geração, que ao indagarem o sentido o sacrifício pascal e suas leis, contem e relembrem o grande milagre ocorrido nesta data. 
Os filhos de Israel agradecem ao Todo-poderoso pela boa noticia e vão imediatamente cumprir o mandamento que lhes fora ordenado.

A décima praga – primogênitos (12:29-42).

Como Hashem prometeu, à meia noite (judaica) de 15 de Nissan, teve inicio a grande calamidade sobre os egípcios. Uma após outro começaram a morrer os primogênitos, desde a casa real até os primogênitos das escravas, dos presos e até dos animais egípcios.

Um grito de pavor e histeria ecoou por todos os cantos do reino. O Faraó, ele próprio um primogênito, corria apavorado à busca de Moshé e Aharon, com um pedido, um rogo e uma exigência clara: levantem-se e saiam do Egito vocês e todo o teu povo, homens, mulheres e crianças, com tudo o que vos pertence assim como os rebanhos.

Os egípcios apavorados correram a oferecer aos seus vizinhos hebreus o que quisessem levar, conquanto partissem o mais rápido possível, pois não havia lar egípcio onde não houvessem mortos.

Os israelitas, ocupados com os últimos afazeres antes da partida para o deserto, não tiveram tempo de deixar a massa fermentar e por isso assaram Matsótpara comerem no caminho.

Assim sendo, 210 anos após terem descido ao Egito, 400 anos após o nascimento de Itschak e 430 anos após o pacto entre as partes, de D-us com Avraham, no dia 15 do mês de Nissan saíram os filhos de Israel da terra do Egito. Contavam seiscentos mil homens, fora as mulheres, as crianças e a multidão de convertidos que se juntaram a eles.

As leis de Pessach para as gerações (12-43-51)

Depois que o Altíssimo ordena as leis da oferenda pascal aos israelitas que deixaram o Egito, aprendemos sobre as leis que regem o sacrifício pascal paraas gerações seguintes. Entre outros, a Torá ensina que os gentios e incircuncisos não podem comer desta oferenda, que ela não pode ser ingerida fora do lugar determinado para isto e outras regras e leis.

A santidade dos primogênitos e a festa das Matsót (13:1-16)

No final desta parashá a Tora nos ensina algumas Mitsvót, cujo propósito é guardar e lembrar a saída do Egito e os milagres ocorridos neste episodio:

A Mitsvá dos primogênitos: a santificação dos primogênitos, que devem ser redimidos do Cohen com dinheiro, devido ao milagre que lhes aconteceu, além da santidade dos primogênitos nascidos dos gados e dos rebanhos, que devem ser elevados a Hashem sob forma de oferenda. Um burro ou asno, que não podem ser oferecidos sobre um altar sagrado, deve ser resgatado sob forma de um cordeiro.

Festa das Matsót: sete dias durante os quais, em todas as gerações, é proibido ingerir qualquer tipo de chamêts, que devem ser afastados a ponto de “não serem encontrados nem vistos”. No primeiro e sétimo dias da festa ficam proibidas as Melachót (trabalhos) e devemos consumir Matsót. Na diáspora acrescentamos um dia a mais ao primeiro e ao ultimo dia desta festa.

Tefilin: os tefilin que colocamos em todos os dias úteis estão conectados à Saída do Egito e nos lembram dos milagres realizados por Hashem a nossos ancestrais.

Esta parashá contém 105 versículos.

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R.Shmuel Lancry
    -989312690-
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