Quem sou eu

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Sociólogo pela Universidade de Haifa, especialize-me em abrir caminhos dentro do conhecimento judaico e melhorar a comunicação entre judeus e não judeus. Este é um caminho aberto para se comunicar com os judeus de Israel, EUA, Canadá, Europa ou aqueles que vivem em países da América Latina, mas não falam Português (no Brasil) ou espanhol (todos os outros países, além das Guianas)

O Baba Sali

Rabi Israel Abuchateira, o Baba Sali

4 de Shvat é Yurzeit do Rabino Israel Abuchatzeira z"l, Tsadik e mestre cabalístico, mundialmente conhecido como o BABA SALI. Acenda uma vela por sua alma e procure fazer uma boa ação à mais pela memória do tsadik. 
Homem simples e ao mesmo tempo grandioso, Baba Sali fez Aliá saindo do Marrocos nos anos 50 e faleceu na Terra Santa em 4 de Shvat de 5744 (1984).
Tive o mérito de conhecer seu secretario, Rav Eliahu Alfasi z"L e dele receber o livro com suas memórias sobre o Baba Sali, do qual destaco alguns trechos:
RUACH HAKODESH (VISÃO ESPIRITUAL):
Certa vez um grupo de jovens religiosos veio até o Baba Sali para pedir uma brachá, enquanto este se encontrava no Micve. Um deles já chegava à casa dos 30 anos e ainda estava solteiro. Logo ao sair de seu banho de purificação, o Baba Sali cumprimentou um a um e antes que o jovem de quase 30 anos pudesse dizer alguma coisa, o rabino lhe disse: "Um bom e apropriado Zivug (Shiduch) para você, em breve".
Depois de se dirigir aos outros jovens, o Baba Sali despediu-se deles, um a um e novamente voltando-se para o nosso trintão: "Que tenhas um bom Zivug, logo!".  Após um breve período o jovem contraiu núpcias.
Em outra ocasião, uma jovem, filha de uma familia chassídica já havia "passado do ponto" e não tinha encontrado o seu Shiduch. Foram ter com o rebe de Belz, ele mesmo beneficiado com uma brachá do próprio Baba Sali pois não tinha filhos e finalmente teve um filho, único, que deu continuidade a esta importante Chassidut. O rebe de Belz disse que sua brachá não teria o mesmo efeito que a do Baba Sali e pediu que a familia da moça o procurasse. Foram até Sderot, onde vivia o Baba Sali, durante a semana de Pessach. O rebe recusou-se a recebe-las pois somente a familia poderia entrar em seus aposentos. A mãe da moça bateu pé e estrebuchou até ser atendida. O Baba Sali disse que "o noivo já estava na porta".
Ninguém entendeu o que o Rabino quis dizer com isso. Passados alguns meses vieram pedir novamente a brachá do Baba Sali, recebendo novamente uma resposta parecida. Não passaram três meses e a moça casou-se com um rapaz que morava na porta em frente a casa dela.
Baba Sali era muito conhecido por sua água benzida, que operava milagres. Ele mesmo dizia que a água em si não curava. O que curava era a fé que tinham em que Hashem os curaria por meio daquela água.
AMOR PELOS GUERIM (CONVERSOS)
Igual era o seu zelo e admiração por Guerim (conversos). Quando recebia a visita de um Guer, o Baba Sali os atendia pessoalmente, com grande alegria e entusiasmo.
KIDUSH LEVANÁ (BENÇÃO DO NOVILÚNIO)
Rav Eliahu Alfasi conta em seu livro que o Baba Sali costumava recitar a benção do novilunio - KIDUSH LEVANÁ - todo dia 8 do Mes judaico corrente. 

Pergunte e aprenda


     
PIRKEI AVOT - A ÉTICA DO TALMUD
“Hilel dizia: ‘O acanhado - que tem vergonha de pedir um esclarecimento - não conseguirá aprender’ (2:6).
               O atributo da humildade é apropriado em todas as situações exceto no aprendizado. A natureza da aprendizagem requer uma relação recíproca entre professor e aluno. Quando o aluno não entende um conceito apresentado pelo professor, deve pedir uma explicação. Se não procurar o esclarecimento, não será capaz de acompanhar a aula.
        Apesar de tão óbvio, precisamos saber que a natureza humana muitas vezes atrapalha o processo de aprendizado. Por exemplo, imaginemos que estamos assistindo uma aula sobre a Porção Semanal da Torá. O rabino explica sobre um maakê (a construção de um muro de proteção em torno de um telhado). No entanto, não estamos familiarizados com o termo hebraico, e, portanto, não conseguimos seguir o fluxo da aula.
        Sentimos-nos um pouco desconfortáveis em perguntar o significado da palavra - especialmente porque todo mundo parece estar entendendo sobre o que o rabino está falando. 
Esta reação é totalmente compreensível e é algo que provavelmente todos nós já experimentamos. No entanto, isto nos impede de aprender.
        O remédio para este dilema é considerarmos o professor como um “filantropo da sabedoria”. Um filantropo não desperdiça seus recursos, mas sim os reparte para causas nobres. Da mesma forma, um professor sábio irá compartilhar seus conhecimentos com os alunos que apresentam um desejo sincero de aprender.
        Se educadamente fizermos nossas perguntas, não importa quão ‘tolas’ imaginemos que sejam, nosso professor nos dará a resposta adequada. Ao enxergarmos nossos professores como ‘filantropos da sabedoria’, teremos a coragem de perguntar todas as nossas questões. Como resultado de nossos esforços em procurar o entendimento, iremos aprender e continuamente ficar mais sábios(as)!


  

Baseado no comentário do Rabeinu Yoná (Espanha, *-1263) sobre o Pirkei Avót
            Para parar de receber o e-Mussar: emussar@terra.com.br

Este Shabat é Rosh Chodesh - início do mês judaico de Shvat.

Assuntos Principais da Parashá VAERÁ

A promessa do cumprimento do pacto com os patriarcas (6:2-13).

No final da parashá anterior (Shemót) foi apresentado o argumento duro de Moshé “Por que fizeste as coisas piorarem para este povo...”.  O Altíssimo responde a Moshé que em breve mostrará Seu poder. Hashem está prestes a cumprir Seu pacto com os patriarcas. Agora que o apelo dos filhos de Israel subiu aos Céus, sua redenção será apressada.

Moshé corre a contá-lo ao povo judeu, mas eles não lhe dão ouvidos, “por estarem flagelados de espírito devido ao trabalho árduo “. 

O Todo-poderoso torna a enviar Moshé ao Faraó para ordená-lo que deixe os judeus partirem do Egito. Moshé contesta com humildade afirmando que se os israelitas não lhe deram ouvidos, como o convencerá o Faraó, este rei perverso e duro.

Como conseqüência das argumentações de Moshé, como anteriormente, Hashem lhe junta o irmão Aharon nesta missão.

A família dos filhos de Levi (6:14-27)

Moshé e Aharon são os heróis do Livro de Shemót, por isto a Torá dedica uma serie de versículos para nos apresentar sua linhagem familiar. Como nota introdutória, aprendemos brevemente também sobre as tribos de Reuven e Shimon, que antecedem Levi.

Moshé e Aharon são, portanto netos e bisnetos de Levi. Netos pelo fato de sua mãe Iocheved ter sido a filha de Levi que nasceu no dia em que Iaacov e seus filhos chegaram ao Egito. E bisnetos por que seu pai Amram era filho de Kehat, filho de Levi. 

Missão associada (5:28-30; 7:1-7)

Assim sendo, Moshé sustenta que não poderia representar ele mesmo ao Altíssimo diante dos filhos de Israel e do Faraó, por ser “incircunciso de lábios” – com dificuldades de fala. Como resposta,  D-us divide sua missão com Aharon e os faz saber que o Faraó não deixará os israelitas partirem, por isto D-us endurecerá mais o seu coração, para que seu castigo, para que as pragas que o assolem e a seu povo, sejam ainda mais duras.

 Moshé e Aharon recebem sobre si a missão. Moshé tem oitenta anos e o irmão Aharon oitenta e três.



O milagre da serpente (7:8-13)

            Moshé e Aharon se apresentam novamente diante do Faraó. Como prova contundente de sua missão, Aharon atira seu cajado diante do Faraó e por ordem Divina ele se transforma numa serpente. Cercado de feiticeiros, o Faraó não se impressiona e ordena seus magos que façam algo semelhante. Sua mágica funciona, mas para assombro geral o cajado de Aharon, que voltara à sua forma original, engole as serpentes dos feiticeiros.

            De uma maneira ou outra, o Faraó endurece seu coração e não concorda em libertar os filhos de Israel.

A primeira praga – sangue (7:14-25)

            O plano Divino de tirar os israelitas do Egito entra em sua segunda fase, a fase das dez pragas que cairão sobre os egípcios e seu império para destruí-los. Moshé vai, segundo comando Divino, até a margem do Nilo, para onde vai o Faraó todas as manhãs. Moshé o alerta que se não deixar os judeus partirem logo as águas do Nilo e as de todo o Egito se transformarão em sangue. Diante da recusa do Faraó, Aharon estende seu cajado sobre as águas do rio e todas as águas do Egito, em todos os lugares, se tornam sangue. A praga traz consigo a sede, morte dos peixes e mau odor enorme em toda a terra. O teimoso Faraó prova uma vez mais por meio de seus feiticeiros que também pode operar este milagre, e deste modo endurece seu coração e não dá o braço a torcer.

            A praga tem duração de uma semana, tempo de duração de cada uma das pragas que a segue, e as águas do rio assim como todas as demais voltam ao seu estado normal.

A segunda praga – rãs (7:26-29; 8:1-11)

            Durante três semanas após cada praga, Moshé alerta o Faraó para que se apresse a fazer com que o povo de D-us deixe o Egito. Desta vez ele o alerta sobre uma praga de sapos que subirá do Nilo. O Faraó menospreza o alerta e Aharon estende sua mão sobre as águas do Egito. Uma multidão de rãs cobre o Egito – as casas, dormitórios e camas, cozinhas e até mesmo os fornos. Os magos do Faraó conseguem também eles fazer subirem as rãs, mas desta vez o cricar ensurdecedor e presença insuportável das rãs em todos os cantos transtornam totalmente o Faraó. 

            O Faraó chama Moshé e Aharon e lhe implora que rezem para que D-us acabe com a praga. Pela primeira vez está disposto a dizer que deixará os judeus partirem do Egito. Contudo, diante do cessar da praga após a prece de Moshé, o Faraó endurece seu coração e se recusa a cumprir sua promessa.

Terceira praga – piolhos (8:12-15)

Sob o comando de D-us, Aharon desfere um golpe sobre a terra do Egito e do pó começam a surgir  piolhos que assolam toda a terra do Egito. Os piolhos grudam nos homens e nos animais e se tornam um transtorno insuportável.  Desta vez os feiticeiros do Egito não conseguem imitar o prodígio. Parece que os piolhos eram tão pequenos que os segredos da magia não conseguiam cria-los. Os magos confessam ao ouvido do Faraó que “este é o dedo de D-us”. Mas o coração do Faraó torna-se somente cada vez mais duro e ele se recusa a ouvir ao Altíssimo. 

Quarta praga – feras (8:16-28)

            Moshé vai novamente de encontro ao faraó às margens do rio e pede - alerta “deixa partir o Meu povo para Me servir”. Desta vez ele o alerta sobre a praga das feras – o aparecimento de animais vorazes e nocivos, cobras e escorpiões. Hashem pede para enfatizar aos ouvidos do faraó que todas as pragas discriminam entre os egípcios e os israelitas, que nada sofrem com elas. Isto reforça obviamente o caráter milagroso das pragas.

            O faraó se recusa e o Egito é abalado por feras vorazes e nocivas.

            O faraó sente-se acuado e propõe um acordo a Moshé e Aharon: sirvam Hashem aqui, na terra do Egito. Moshé e Aharon obviamente não aceitam esta oferta e insistem em que o serviço de Hashem deva ser feito fora do Egito. O faraó concorda desde que cessem a temível praga.

Como de antemão, quando a praga cessa o faraó volta a se fincar em sua recusa.

A quinta praga – peste (9:1-7)

Após mais um alerta, D-us assola todos os animais do Egito com a praga da pestilência que os extermina. E novamente, vejam que prodígio: os animais dos israelitas nada sofrem. O faraó talvez tenha se impressionado com isto, mas não entrega os pontos. 

A sexta praga – sarna (9:8-12)

            Moshé e Aharon tomam – segundo ordem Divina – punhos cheios de fuligem de fornalha e os jogam para os céus. A terra do Egito se enche de sarna – que desabrocha em úlceras feias e que sangram, causando coceiras em todo o corpo. Tamanha era a aflição dos próprios magos egípcios que nem eles conseguiam estar diante de Moshé e Aharon.

            Contudo, o faraó continua se negando a deixar partir aos judeus.        

A sétima praga – granizo (9:13-35)

            Moshé sai para um encontro matinal com o faraó às margens do rio. Além do alerta corriqueiro ele explica ao faraó que Hashem já o podia ter eliminado há tempos. O único motivo de ele continuar vivo é sua serventia para provar o poder e a força do Altíssimo.

            Moshé sugere ao faraó que reúna todo o seu gado num local seguro. O granizo que está por cair sobre o Egito – assim alerta Moshé – será lançado por D-us e jamais desceu um granizo como este sobre a terra. De fato, houve dentre os egípcios aqueles que deram ouvidos a Moshé.

            Moshé ergue as mãos aos Céus e o granizo começa a descer – uma chuva de grandes blocos de granizo, que de forma milagrosa continham um fogo flamejante que se derretiam junto ao granizo ao se chocarem com a terra. O granizo provoca um enorme estrago sobre a terra do Egito, sobre as plantações, sobre a vida animal e sobre os homens.

            O faraó manda chamar imediatamente a Moshé e a Aharon e declara diante deles: “desta vez eu reconheço que pequei – Hashem é Justo e nós somos os pecadores”. O faraó pede então a eles que rezem para que D-us faça cessar aquela terrível praga. Moshé promete que rezará e o faraó novamente vê que as orações funcionam e que Hashem é o D-us que cuja Mão controla o curso da natureza assim como os milagres.

            Obviamente, após o silencio que segue à tempestade, o coração do faraó endurece e ele não deixa a partir, de momento, aos israelitas do Egito.
(esta parashá contém 121 versículos)
  

-- 
R.Shmuel Lancry
    -989312690-

Parashá VAERÁ - פרשת וארא - Ong Torá.


Na nossa Parashá D'us diz à Moshe que se revelou aos patriarcas com o nome de E-l Sha-dai (falamos Kel Shakai para não falar um nome de D-us em vão) e seu nome Y-H-V-H (o que chamamos de Hashem que quer dizer "o Nome") não revelou para eles.
D'us está acima de todos os nomes, o que chamamos de "extrema simplicidade", mas mesmo que sua essência está acima de todos os nomes, no lugar aonde você encontra a sua grandeza você encontra a sua humildade , e ele desce ao nível dos receptáculos das dez Sefirot de Atzilut e lá é chamado de E-L (Kel) na Sefirá da Chessed e Elo-him (Elokim) na Sefirá da Guevurá , em cada aspecto de revelação ele é chamado com um nome diferente. Quando a revelação Divina é diferente , queremos dizer com isso que o comportamento Divino em relação ao mundo também é diferente.

Rabi Avraham Ben Meir Ibn Ezra foi um grande Tzadik que nasceu na Espanha no século 11 , fugiu dos árabes que perseguiram os judeus e viveu uma vida de muitas e longas viagens divulgando a Torá por muitos lugares. Ele nos explicou que existem três níveis de comportamento Divino diferentes :

Quando D'us é chamado de Elokim (trocamos o H pelo K porque esse é um dos sete nomes de D'us que não podem ser apagados e nem falados em vão) isso quer dizer que Ele está atuando somente de acordo com as leis de natureza , dirigindo o mundo por meio de um sistema astrológico que aciona toda a natureza não levando em conta as nossas ações sendo elas boas ou não. (dentro disso os astrólogos antigos conseguiam saber antecipadamente certas coisas que iriam acontecer sendo que esse comportamento Divino independe das nossas ações)

Quando D'us é chamado de Kel Shakai (novamente trocamos o H pelo K porque esse é um dos sete nomes de D'us que não podem ser apagados e nem falados em vão) isso quer dizer que Ele está atuando de maneira sobrenatural mas totalmente dentro da natureza , nesse nível ele está levando em conta nossas ações e fazendo a natureza agir à nosso favor quando nos comportamos bem (e o contrário está subentendido) , nos fazendo verdadeiros milagres mas totalmente revestidos na natureza, e esse foi o comportamento Divino com os Patriarcas. Nesse nível de revelação D'us pode prometer milagres sobrenaturais mas eles ainda não acontecem na prática , e por isso nosso patriarca Avraham até túmulo para a esposa teve que comprar por uma exorbitância mesmo que Hashem tinha prometido à ele aquela terra.

Quando D'us é chamado de Havaie [Y-H-V-H] (vamos falar Hashem), isso quer dizer que Ele está atuando de maneira sobrenatural , surreal com milagres revelados que não tem nenhuma conexão com a natureza como no caso das dez pragas , (mesmo aquelas que superficialmente parecem naturais tem um fundo totalmente sobrenatural) . Esse comportamento Divino não depende de nenhuma forma das nossas ações boas ou não mas sim da nossa origem. Esse nível de revelação é específico para o povo de Israel,  como o próprio D'us diz para Moshe que vai cumprir o que prometeu à Avraham , ou seja , recebemos os milagres sobrenaturais no Egito porque éramos descendentes de Avraham e não pelo nosso próprio mérito, pela essência de sermos judeus que é relacionada à nossa alma.

Conclusão: hoje que se passaram mais de 3300 anos da saida do Egito vimos que o único povo que saiu de lá dessa maneira sobrenatural fomos nós , mesmo que o continente africano sempre foi cheio de genocídios interpopulacionais e muitos povos tiveram que fugir de um lado para o outro e com certeza a Divina providência levou em conta as ações de cada um e o comportamento Divino é "midá knegued midá", mas milagres sobrenaturais como o rio Nilo se transformar em sangue ou uma grande rã dar origem à milhões de rãs que entravam nos fornos , contrário da natureza animal, ou a terra se transformar em piolhos, isso só aconteceu para nós e não por causa das nossas ações mas por causa das nossas almas judias. Hashem atendeu aos gritos do nosso povo do para antecipar os milagres sobrenaturais que já estavam prometidos . O mesmo acontece agora que estamos antes da Gueulá, nossa Redenção final . Até agora os milagres do Egito tinham sido os maiores e mais surreais que a humanidade já presenciou, a nossa Gueulá vai colocar os milagres do Egito em segundo plano de tão sobrenaturais que vão ser. Então pra que esperar , vamos dar os nossos gritos agora e antecipar para imediatamente os maiores milagres sobrenaturais que o mundo nunca viu!!!

Nossa Parashá foi escrita no mérito da total Refuá Shelemá da minha esposa Bracha Chayka Bat Sofia, que ela possa voltar rapidamente à fazer os Shabatot para tantas pessoas que ela sempre fez

Rabino Gloiber
Your Personal Rabbi

Aqui começa o relato das Dez Pragas que D’us mandou sobre o Egito

Porção Semanal da Torá:     Vaerá      Shemót (Êxodos)  06:02 - 09:35

            Aqui começa o relato das Dez Pragas que D’us mandou sobre o Egito, não só para libertar o Povo Judeu da escravidão, mas para mostrar ao mundo que Ele é o D’us de toda a criação e da História. As primeiras nove pragas costumam ser separadas em 3 grupos:
1) A água virando sangue, Rãs e Piolhos;  2) Feras Selvagens, Pestes/Epidemias e Furúnculos;  3) Granizo, Gafanhotos e Escuridão.
            O Rabino Samson Raphael Hirsch, um grande sábio que viveu na Alemanha (1808-1888), explicou que estas punições contra os egípcios foram ‘medida por medida’, como consequência de terem afligido o Povo Judeu com a escravidão. A primeira praga de cada grupo reduziu os egípcios, em sua própria terra, à insegurança que sentem os estrangeiros fora de casa. A segunda praga de cada grupo tirou-lhes o orgulho, posses e seu sentimento de superioridade. A terceira praga de cada grupo impôs-lhes sofrimentos físicos.


Dvar Torá:      baseado no livro Growth Through Torah, do Rabino Zelig Pliskin
            A  Torá declara: “E o Todo-Poderoso falou com Moshe e Aharon e Ele os ordenou sobre os Filhos de Israel” (Shemót  6:13). Rashi, o grande comentarista francês da Torá (que viveu na França, de 1040 a 1104), esclarece que o Todo-Poderoso ordenou Moshe e Aharon a liderá-los gentilmente e com paciência.
O rabino Yeshaia Hurwitz (Polônia, 1560-1630), autor do famoso livro Sh’lá HaKadosh, escreveu que isto é uma lição para qualquer pessoa em posição de liderança. Toda vez em que estiver numa posição de autoridade, tome muito cuidado de não ficar nervoso com as pessoas com quem está lidando. Fique alerta para nunca gritar. O prêmio para um líder que tem esta paciência é muito grande.
            Há duas atitudes possíveis para uma pessoa em posição de liderança.  A primeira é a do Poder Pessoal: a pessoa procura a liderança para o seu próprio ego. O líder exige que o ouçam por causa de sua vaidade pessoal. Este tipo de líder ficará nervoso quando não seguem as suas ordens: “Como se atrevem a me desobedecer!” Todo seu foco está no próprio sucesso. A única razão pela qual se importa com os demais é porque este é o único jeito pelo qual poderá chegar ao sucesso. As pessoas com quem trata não são sua meta, mas apenas meios de atingir o seu objetivo. O objetivo é o seu próprio engrandecimento e poder. Este tipo de líder ficará nervoso com muita facilidade.

            O ideal de liderança da Torá é uma pessoa que ajuda o máximo de pessoas possível. O foco está centrado em beneficiar as pessoas e ser útil aos demais. Quando estão sofrendo, o líder percebe ser normal estarem tristes, mal-humorados ou implicantes. Quanto mais difícil lidar com eles, maior a necessidade de paciência e tolerância. Esta foi a missão do Todo-Poderoso dada aos primeiros líderes do Povo Judeu. Este é o modelo para todas as gerações. Independentemente de você ter autoridade sobre um grande grupo ou um pequeno grupo de pessoas, como uma classe ou seus filhos, esta lição se aplica a você. Cada reunião, conversa ou encontro difícil é uma ferramenta para ampliar a virtude da paciência

Fonte: Meor Hashabat de Gerson Farberas. 

Criatividade ao ajudar os demais - do judaísmo italiano.

 "Geração após geração elogiará as Tuas obras,
e contarão os Teus poderosos feitos"
(Salmo 145:4)
  
        A natureza de nossas crianças e adolescentes precisa de refino e os pais são os mais habilitados a prover a orientação adequada aos seus filhos.

       No entanto, uma disciplina rigorosa não é a melhor forma de inspirar os nossos filhos a serem bons. Ao invés disso, a mais poderosa forma de influenciar os nossos filhos é através de um exemplo positivo.

       Os sentidos espirituais de nossos filhos são melhor despertados quando ouvem seus pais reconhecendo a existência de D'us e louvando a Sua bondade! Como resultado, o coração da criança e dos jovens se despertarão para reconhecer a presença e o interesse do Todo-Poderoso e ser inspirados a seguir Seus caminhos de bondade e benevolência.

       Expressemos a nossa alegria e gratidão ao Criador todos os dias e inspiremos nossos filhos e filhas a estarem consciente da bondade de D'us e, por sua vez, a agirem com sensibilidade e amabilidade para com os demais!

         Baseado no comentário do Rav Moshe David Vali (Italia, 1697-1777) sobre os Salmos

          


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Rav Kaduri - maior cabalista dos tempos modernos - 29 de Tevêt.



Rav Yitzchak Kaduri (1901-2006). Nascido Rav Zeev Diva em Bagdá.

Em sua segunda visita a Eretz Yisrael em 1923, mudou seu sobrenome de Diva 

para Kaduri e fixou seu lugar de estudo na Yeshivat Porat Yosef na Cidade Velha.
Estudou Cabala sob a tutela do rabino Ephraim Cohen e rabino Salman Eliyahu (pai do antigo rabino-chefe sefardita Mordechai Eliyahu).

Depois de se casar com sua primeira esposa, Sarah, HaRav Kadouri morou em Shechunat Habucharim, um dos primeiros bairros de Jerusalém construído fora das muralhas da Cidade Velha. Ficaria na yeshiva durante toda a semana, voltando para casa pouco antes de Shabat.

Após o falecimento do Rav Ephraim Hakohen, decano do mekubalim de Jerusalém, no fim de 1949, Rav Kadouri foi selecionado para dirigir o grupo.

Encontrou uma nova instituição chamada Yeshivat Nachalat Yitschak. Dono de uma memória fenomenal, conhecia todo o Talmud babilônico de cor.

Seus alunos mais próximos dizem que uma bênção do Ben Ish Chai e a do Rebe de Lubavitch - ambos os quais o abençoaram para que ele pudesse viver para ver o Redentor Final - se tornaram realidade. 

Os alunos dizem que Rabi Kaduri lhes disse que conheceu o Messias em Cheshvan 9, 5764 (4 de novembro de 2003).

Ele teria dito que o Messias não está promovendo a si mesmo, e que um estudo de suas palavras [do rabino Kaduri] nos últimos meses daria dicas de sua identidade.
Seu site em Hebraico> www.kaduri.net

OS Segredos de um Bom Coração

 "Rabi Yochanan ben Zakai perguntou aos seus alunos: 'Qual é o caminho bom que a pessoa deve escolher?'
 Rabi Elazar respondeu: 'Um bom coração'." (2:13)



        A pergunta de Rabi Yochanan baseava-se no entendimento de que há uma característica que é a chave para a aquisição de todas as outras boas virtudes.
      
       Rabi Elazar respondeu: "Um bom coração". Ele estava se referindo à característica da paciência. Um mestre em paciência nunca está mal humorado nem se comporta de forma irritadiça, brusca ou grosseira. Ele se afasta da ira ao responder a um insulto com uma resposta suave. Mesmo se alguém o prejudica, ele mostra tolerância e não emite palavras negativas.

       Possuir uma paciência duradoura, mesmo face a ofensas, é a chave para se adquirir todas as outras boas características.

       Tentemos ser um pouco mais pacientes a cada dia – e adquiramos assim a chave para alcançar a nossa excelência de caráter!

 Baseado no comentário do Rabeinu Yoná (Espanha, *-1263) sobre o Pirkei Avót

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Gigantes do Judaísmo - Rav Shneur Zalman de Liadi - Yurzeit 24 de Tevet

Shneur Zalman de Liadi (em hebraico שניאור זלמן מלאדי ) ou Alter Rebe ("Velho Rebe" em iídiche ) foi fundador do movimento Chabad Lubavitch , onde é conhecido como o primeiro Rebe. 

Rav Shneur Zalman (ben Baruch) de Liadi (1745-1813), também ficou conhecido como o Baal Hatania (autor do Tania). 

Transformou-se um discípulo do Maguid de Mezritch na idade de 19 anos, estudando com ele por 12 anos, e transformando-se num líder chassídico da Lithuania, após o falecimento do Maguid em 1771.

Após seu encarceramento em St Petersburg, moveu-se para Liadi. 

Além do Tania, também conhecido como Likutei Amarim Tania, traduzido ao Português em vários volumes, também escreveu o Shulchan Aruch HaRav, obra paralela ao Shulchan Aruch oficial, do Beit Yossef, muito usada pelo movimento Chabad. 

Seu túmulo está em Haditch, na Ucrânia.

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Gigantes do Judaísmo - Rav Eliahu Dessler - Yurzeit 24 de Tevet

Rav Eliahu Eliezer Dessler (1892-1953) foi um dos grandes do Judaísmo ieshívico moderno.

Seu pai, Rav Reuven Dov Dessler, foi discípulo Rav Simcha Zissel de Kelm, e sua mãe era neta de Rav Yisrael Salanter., criador do Judaísmo Mussar (moralista).

Depois de estudar em Kelm, se casou com uma neta de Rav Simcha Zissel.

Durante a revolução bolchevique na antiga URSS, mudou-se para Londres em 1927.

Em 1941 fundou a Yeshiva de Gateshead na Inglaterra e um Kolel (centro de estudos para casados).

Em 1948, foi convidado pelo Rav Yosef Kahaneman a juntar-se à Yeshiva Ponevezh em Bnai Brak, cidade primordialmente ortodoxa em Israel.

Muitos de seus pensamentos e discursos são coletados em Michtav M'Eliyahu, traduzido para o Português como EM BUSCA DA VERDADE, Recomendamos a leitura.

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Onde Está D-us Quando Vem o Sofrimento?


Por Rabino YY Yaacovson

Empatia: Uma nova professora estava tentando usar o que aprendera nos seus cursos de psicologia. Começou a aula dizendo: “Quem achar que é idiota, fique em pé!”

Após alguns segundos, Joãozinho levantou-se. A professora ficou surpresa, mas percebeu que era um momento oportuno para ajudar uma criança.
“Você acha que é idiota, Joãozinho?” perguntou ela.
“Não, senhora,” respondeu ele, “mas fiquei chateado de ver a senhora de pé aí sozinha!”

Moshê pergunta o Nome de D'us

A porção desta semana da Torá relata a trágica história de um povo sofrendo por décadas sob um império cruel e brutal. Os bebês recém-nascidos do sexo masculino são atirados ao Nilo; homens e mulheres judeus são submetidos ao trabalho escravo, espancados e torturados impiedosamente. A vida judaica se tornou sem valor.
“Passou-se um longo tempo, e o rei egípcio morreu,” declara a Bíblia. “O povo judeu gemia por causa de sua subjugação, e eles clamaram.”1 A tradição midráshica explica que esse versículo significa que o líder egípcio foi afligido com lepra, comparável à morte, e seus médicos disseram a ele que a única cura seria matar bebês hebreus – 150 pela manhã e 150 à noite – e banhar-se no sangue deles duas vezes ao dia.2 O sofrimento do povo judeu chegou a um ponto insuportável.
Foi a essa altura que “seu clamor chegou a D'us; D'us ouviu seus gemidos.”3No remoto deserto do Sinai, D'us convence Moshê a deixar sua vida isolada e introvertida como pastor, para entrar na toca do leão e libertar seu povo alquebrado pelo cativeiro.
Num diálogo singularmente forte entre Moshê e o Todo Poderoso, Moshê diz a D'us: “Eu irei ao povo de Israel e direi a eles: “O D'us de vossos pais me enviou a vós.” E ele dirão: “Qual é o nome dele?” – O que devo dizer a eles?”
“Eu Serei Como Eu Serei!” responde D'us a Moshê. “Diga aos filhos de Israel: ‘Eu Serei me enviou a vocês.’”4
Em memória das vítimas do antissemitismo

D'us no Exílio: Essa parece uma resposta sem sentido. Moshê pergunta a D'us o Seu Nome, e a resposta: “Eu estarei como Eu estarei!” Qual o significado por trás dessas palavras curiosas?

O notável comentarista bíblico Rashi,5 baseado na tradição talmúdica,6completa as palavras faltantes: “Eu estarei [com vocês em seu sofrimento atual, assim] como Eu estarei [com vocês nos futuros exílios e perseguições].”
Mas isso também nos deixa em dúvida. Moshê perguntou a D'us um nome, por um meio de identificação, que ele então pudesse comunicar ao povo judeu. Em resposta, D'us apresenta um verbo em vez de um nome adequado, uma atividade em vez de uma descrição.

Uma Estranha Pergunta: Para avaliar a resposta de D'us, devemos primeiro entender a pergunta de Moshê. Moshê diz a D'us: “Veja, eu irei aos filhos de Israel e direi a eles: “O D'us de vossos pais me enviou a vós”, e eles dirão: “Qual é o nome Dele?” – O que devo dizer a eles?”

Maimônides, em seu Guia Para os Perplexos, propõe uma questão.7 Por que Moshê estava convencido de que o povo judeu desejaria saber o nome do D'us que o enviara na missão para libertá-los da escravidão? Poderia parecer que com Moshê demonstrando conhecimento do nome de D'us, ele de alguma forma autenticaria sua alegação como divino mensageiro para redimir os hebreus do Egito. Mas por quê? Se eles tivessem ouvido o nome de D'us antes da vinda de Moshê, seria fácil presumir que Moshê aprendera o nome da mesma fonte que eles, e não necessariamente de D'us. Se eles jamais tivessem ouvido o nome antes, por que o novo nome que aprenderam com Moshê os convenceria a confiar nele?
Além disso, Moshê inicia a pergunta dizendo: “Veja, eu irei aos filhos de Israel e direi a eles: ‘O D'us de seus pais me enviou a vocês,’ e eles diriam: ‘Qual é o nome Dele?’’’
Moshê então discutiria com eles o D'us de seus pais, um D'us sobre o qual eles aprenderam com os pais. Os seus pais nunca compartilharam com eles o nome desse D'us? Como os pais falaram sobre esse D'us ou rezaram a Ele sem algum tipo de nome ou descrição?

A Questão das Questões: Quando Moshê diz: “Veja, irei aos filhos de Israel e direi a eles: ‘O D'us de seus pais me enviou a vocês,’ e eles dirão: ‘Qual é o nome Dele?’ – O que devo dizer a eles?”, ele não está procurando o crachá de D'us ou Seu título. Moshê está abordando a questão crucial das questões, uma que certamente será proferida pelos hebreus a quem ele está sendo enviado.

“Qual é o Seu nome?” os escravos judeus clamarão a Moshê. Por mais de oito décadas estamos sufocados sob o jugo da cruel tirania. Milhares e milhares de nossas crianças foram dizimadas para que o faraó pudesse se banhar diariamente em sangue judaico; bebês foram roubados do seio de suas mães e atirados no rio; temos sido espancados, humilhados, torturados, mortos. Os egípcios transformaram nossa vida num pesadelo infernal e reduziram nossa dignidade à de sub-humanos. De repente, o grande e poderoso D'us do céu e da terra, que cria e governa o mundo inteiro, decidiu sentir nossa dor?
“Qual é o nome Dele?” os escravos gritarão. Você, Moshê, diz que D'us tem “visto o sofrimento de Seu povo no Egito,”8 e portanto enviou você para nos redimir. Mas onde esteve Ele até agora? Qual é o nome, o caráter, de um D'us que pode sentar nos céus e ficar apático enquanto bebês são tirados dos braços das mães e atirados ao Nilo, e o faraó se banha no sangue de crianças judias? Onde esteve Ele nos 86 anos em que estamos sofrendo sob os chicotes dos feitores, sendo espancados até a morte? É este o D'us que deveríamos abraçar e seguir? É este o D'us em que devemos confiar? É este o D'us ao qual devemos ser gratos? Um D'us que fica indiferente às lágrimas e gemidos da humanidade?

A Resposta: Jamais na história D'us respondeu a essa pergunta, a maior de todas as questões e talvez o argumento mais forte para o ateísmo. O Livro de Job, dedicado à questão de por que os inocentes sofrem, conclui com uma revelação de D'us a Job, dizendo a ele, em essência, que não há maneira pela qual a mente humana possa criar os argumentos lógicos nos quais se encaixe o comportamento de D'us. O finito e o infinito simplesmente não combinam.

D'us também não deu a resposta a Moshê. É por isso que no final da Parashá desta semana,9 Moshê confronta D'us, falando palavras duras: “Meu Senhor! Por que fizeste mal a este povo? Por que me enviaste? Desde que eu fui ao faraó para falar em Teu nome, ele fez o mal para este povo, mas Tu não salvaste Teu povo!”
O que D'us diz a Moshê para comunicar ao povo judeu é: “Eu Serei Como Eu Serei!” Como nos lembramos, os sábios talmúdicos e Rashi explicam que isso significa “Eu estarei com vocês em seu sofrimento atual, assim como estarei com vocês nos futuros exílios e perseguições.” Qual é a mensagem por trás dessas palavras?
Eu sou um mistério, D'us confessa. Eu sou estranho, infinitamente estranho. Meu roteiro da história é incognoscível para a mente e coração humanos. Porém, vocês deveriam saber uma coisa: não sou um D'us afastado, residindo nos céus e governando objetivamente o destino de cada ser humano da maneira que acho apropriada. Estou presente com vocês em sua angústia. Estou no gemido do escravo espancado, no lamento de uma mãe enlutada, no sangue derramado de uma criança assassinada. Você está chorando? Estou chorando com você. Você se sente esmagado? Estou esmagado com você. Não importa o quanto sua escuridão é profunda, estou ainda mais profundo. Não orquestro o sofrimento humano de algum planeta distante, afastado de seu sofrimento existencial. Eu estou ali com você, sofrendo com você, soluçando com você, rezando pela redenção junto com você.10
Talvez o homem jamais compreenda a mente de D'us. Mas que ele não pense, D'us diz a Moshê, que entende o propósito do sofrimento, que dá a Si Mesmo o luxo de não sentir a intensidade da escuridão. Cada lágrima que derramamos se torna Sua lágrima. Talvez ele não as enxugue, mas Ele as torna Suas.
Shabat Shalom,
Rabino Eddy Khafif

Uma notável coragem.

 "Quem salva uma vida é como se tivesse salvo o mundo inteiro"
 (Talmud Sanedrin - Capítulo Quatro) 


         A Torá nos relata que Yoheved e Miriam, as parteiras judias no Egito, se recusaram a cumprir o comando do Faraó de matar os bebês judeus em seu nascimento. Como resultado de sua notável coragem em desafiar o rei, o Todo-Poderoso concedeu-lhes grandes bondades: abençoou-as com abundantes meios para proteger e manter milhares de recém-nascidos; deu a estas senhoras a oportunidade de ganhar sua Recompensa Eterna ao salvarem inúmeros bebês - o próprio futuro do Povo de Israel. Além do mais, uma vez que arriscaram suas vidas por Klal Israel ( Povo Judeu), Yoheved e Miriam mereceram ser a mãe e a irmã, respectivamente, de Moshe e Arão, os futuros líderes do povo.

        Quanto mais a pessoa se compromete em ajudar e salvar outras, mais o Todo-Poderoso jorra sobre ela incontáveis bênçãos, proteção e incomparável méritos.

        Imaginem a coragem de Yoheved e Miriam arriscando as suas vidas para salvar os bebês, carinhosamente cuidando, nutrindo e protegendo-os, e vejam as inúmeras bênçãos e recompensas que o Criador concedeu a elas.

        Inspiremo-nos e nos encorajemos a nos dedicar a ajudar outras pessoas e recebamos as mais selecionadas bênçãos e as maiores recompensas que existem!


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Baseado no livro “Or HaChaim”, de autoria do Rabino Haim ben Atar (Itália e Israel, 1696-1743)

Para receber o e-Mussar: emussar@terra.com.br
     

Sobre a proibição de carregar objetos em domínio público no Shabat.

 
Leiluy Nishmat Shaul ben Shmuel Hirsh z"l 
Bs"d                                                                                          

Não se deve sair Erev Shabat logo antes do anoitecer segurando algum objeto na mão caso esqueça e continue  carregando-o (no Shabat)...          É uma Mitzvá verificar os bolsos Erev Shabat, próximo ao por do sol para se assegurar que não estará carregando algo para fora no Shabat (Shulchan Aruch 252 : 6-7 )
 
Embora a Mishna proíba o alfaiate de sair próximo ao por do sol  Erev Shabat carregando a agulha fincada na roupa ou o Sofer carregando o Kulmus(pluma), explica a Mishna Berura que esta proibição se aplica também a qualquer objeto que a pessoa costuma carregar habitualmente. Assim sendo, próximo á entrada do Shabat ( aproximadamente 15 min.) , seria proibido colocar o celular, um trocado ou uma caneta no bolso, caso chegue a esquecê-los e os carregue no Shabat. Isto se aplica mesmo num local onde há um Eruv, por serem estes objetos na categoria de "Muktze", algo cujo o carregar é proibido no Shabat, mesmo dentro de casa, por não terem nenhuma utilidade.                                                                                                                                                          Caso a pessoa deva carregar algo especificamente neste horário, como por  exemplo levar o seu Talit, o seu Sidur ou a chave do carro para a Sinagoga, querendo que fiquem lá até o final do Shabat, seria permitido, pois esta proibição Rabínica não foi instituída para este caso, e sim numa situação que evitaria o esquecimento de algo habitual.
É uma Mitzvah, e há os que dizem que é uma obrigação, de se verificar os bolsos Erev Shabat próximo ao anoitecer. Esta Mitzvah se aplica tanto aos homens quanto as mulheres, tanto  aos que forem sair quanto aos que pretenderem ficar em casa,  tanto aos locais que não tem um Eruv quanto aos locais que tem um Eruv, pois existe ainda uma preocupação de se estar carregando Muktze no bolso.  Por este motivo, até mesmo Erev Yom Tov, quando seria permitido carregar, é também uma Mitzvah de se verificar que não esteja carregando Muktze ou algo desnecessário. É muito importante também se assegurar que não deixou algo no bolso Erev Shabat quando o Shabat ocorre logo após o Yom Tov. Isto é tão importante que em algumas Sinagogas é costume de anunciar em tais Shabatot que verifiquem os bolsos antes de saírem.

Roupas de Shabat também devem ser verificadas? Afirma o Rav Shmuel Kamenetsky, shlita, que é óbvio que sim pois muitas vezes são usadas também no Motzei Shabat ou em Casamentos, Bar Mitzvas,etc  quando se colocam objetos que são Muktze. Porém não precisamos evitar de usar os bolsos destas roupas durante a semana, pois podemos nos apoiar na Takanah de verificar os bolsos Erev Shabat.

A Mishna Berura afirma que também no meio do Shabat, caso venha a sair da área do Eruv, deveria também verificar os bolsos antes de sair de casa, caso costume colocar algo no bolso. A dúvida que surge entre os Acharonim é: seria permitido colocar um Kleenex no bolso durante o Shabat, pelo perigo de esquecer e chegar a carregá-lo? Embora há os que são rigorosos com isto (Gra e Shulchan Aruch HaRav), afirma o Rav Shlomo Zalman que podemos nos apoiar na opinião do Tehila leDavid que permite, já que neste pequeno prazo de tempo ele vai lembrar que tem algo no bolso, contanto que não haja perigo de carregar numa área proibida pela Torah (algo comum nas férias!)

Certa vez alguém encontrou um objeto no bolso após ter saído na rua e perguntou ao Brisker Rav,ztz´l como fazer Teshuvah disto. Respondeu o Brisker Rav que sobre ter carregado não precisava fazer Teshuvah, pois não sabia que havia algo no bolso, mas por ter transgredido a Takanah dos Sábios de verificar os bolsos Erev Shabat, deveria! (Teshuvos VeHanhagos 1:235)

Se até mesmo os tremendos méritos do toque do Shofar em Rosh Hashaná foram anulados pelos Sábios quando Rosh Hashanah coincide com o Shabat, pelo perigo de um Yehudi chegar a carregar o Shofar, quanto mais deveríamos ser cuidadosos.
Verificar os bolsos Erev Shabat: um ato tão simples, um mérito tão grande!
 

Shabat Shalom,
Yitzchak Benroubi

                  
Estas palavras são parte dos assuntos estudados no shiur Mishna Brura Yomi ( Netivot HaTorá) e só foram trazidas aqui como uma forma de despertar a curiosidade e a profundidade do estudo da Halachá. Qualquer dúvida na prática deve ser consultada com uma autoridade Rabínica   

SHEMOT - Beit Hassofer: O surgimento de Moisés na História do Povo Judeu

Novo rei – novos decretos (1:1-22).

A parashá Shemót começa lembrando das doze tribos que desceram ao Egito, das quais surgiu o povo de Israel. A família de Iaacov contava então 70 almas. Os anos de passaram e Iossef faleceu, assim como todos os seus irmãos e toda aquela geração e os filhos de Israel se multiplicaram, preenchendo toda a terra do Egito.
A monarquia também mudou. Um novo rei subiu ao trono egípcio, negando tudo o que Iossef havia feito em prol do reinado. O rei começou a hostilizar o povo judeu, temendo sua enorme população. Ele se dirige ao povo mobilizando-o para uma trama nacional cujo objetivo seria oprimir os filhos de Israel, a fim de impedir que se tornassem uma espécie de “quinta coluna” contra os inimigos do reino.
Os egípcios decretam escravidão aos filhos de Israel e erguem uma rede de coletores de impostos, feitores e policiais, que afligem a população judaica escravizando-os brutalmente. Apesar disto, os israelitas continuam a se multiplicarem de forma milagrosa.
O Faraó manda chamar as parteiras hebréias, Iocheved bat Levi e sua filha Miriam, também chamadas de Shifra e Pua, determinando que matem os nascidos machos das filhas de Israel. As parteiras, mulheres justas e tementes a D-us, não obedecem ao decreto do rei. O Faraó não desiste e manda todos egípcios tomarem os filhos dos judeus e atira-los ao Nilo.

O NASCIMENTO DE MOSHÉ (2:1-10)

Iocheved é uma heroína e dela é o mérito de dar à luz um filho que preenche a sua casa com uma luz especial de Kedushá (santidade). Ela consegue esconder Moshé por três meses, mas se vê na necessidade de continuar a escondê-lo, fazendo-o às margens do Nilo colocando o bebê dentro de uma cestinha. Miriam, filha de Iocheved, espreita de longe a cestinha esperançosa e rezando pelo que lhe bem ocorrer.

A filha do Faraó sai com sua comitiva para banhar-se no Nilo e para sua surpresa descobre a cestinha e nela um bebê está chorando. A princesa tenta acalmar o menino, tenta lhe dar de comer, mas sem êxito. Miriam aproveita o embaraço em que se encontra a princesa e sugere ajuda. O menino é um hebreu, diz, e mamará apenas do leite de uma hebréia. Com o consentimento da filha do Faraó, Miriam corre a chamar a mãe, que consegue amamentar o bebê, acalmando-o. A princesa contrata Iocheved como ama-de-leite de Moshé sem saber tratar-se de sua própria mãe e sem ter a mais remota idéia de estar na verdade salvando, cuidando e ajudando a crescer dentro da casa do Faraó, o homem que futuramente derrotará seu pai, destruindo o reino egípcio. Já crescido, o rapaz é levado ao palácio do rei para a princesa, que lhe dá o nome de Moshé – “pois da água o tirei”.
Moshé na casa do Faraó e no exílio de Midian (2:11-22)

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Apesar de crescer na casa do Faraó, Moshé conhece sua origem a que nação pertence e ao que parece, a consciência do sofrimento de seus irmãos e a preocupação com sua segurança e futuro ardem dentro de si. Moshé torna-se importante na corte egípcia e sai para ver como pode ajudar seus irmãos sufocados pelo jugo da escravidão. Ao ver um egípcio açoitar um hebreu, Moshé não hesita: certifica-se não haver ninguém ao redor, mata o egípcio e o enterra na areia.


Para a aflição de Moshé, ele se depara no dia seguinte com um evento entristecedor: desta vez dois irmãos hebreus estão brigando entre si. Aflito, Moshé se dirige a um deles e pergunta: “Malvado, porque afliges o teu próximo?”. O malvado não leva desaforo para casa e faz saber a Moshé que o vira matando o egípcio no dia anterior. O que de fato termina por chegar aos ouvidos do Faraó. O rei distingue que este rapaz extremamente talentoso, que cresceu dentro da sua casa, ainda pode lhe trazer muitos problemas e decide pelo decreto de morte contra Moshé. Ao saber disto, Moshé foge e chega a Midian. Ao lado de um poço d´água ele encontra as filhas de Reuel, sacerdote de Midian, mais conhecido por Itró. Suas filhas foram ao poço aguar o rebanho, mas os outros pastores a expulsaram. Moshé apressou-se a salva-las. Itró se impressiona com a nobreza e coragem deste estranho, convida-o à sua casa e ainda lhe dá a mão de Tsipora, sua filha mais velha, em casamento. Moshé e Tsipora têm um filho, Guershon.

O grito do povo de Israel sobe aos Céus (2:23-25)

            A história pessoal de Moshé chega ao ponto onde sua missão na terra lhe será posta aos ombros: redimir o povo judeu do jugo egípcio. Como pano de fundo, a Tora relata a difícil situação e o estado de desânimo dos filhos de Israel no Egito e seu grito de desespero que sobe até o Criador. O Altíssimo ouve Seus filhos, lembra do pacto com os patriarcas e escolhe MOSHÉ como salvador de Israel.

A sarça ardente (3:1-22)

Moshé pastoreia o rebanho do sogro Itró, saindo em jornadas para buscar um pasto adequado a cada cabrito do rebanho. Certo dia, Moshé chega até os pés do Monte Horev – o Monte Sinai – onde se depara com uma visão deslumbrante. Moshé vê um pequeno arbusto chamado sarça pegando fogo, embora sem consumir-se. Quando ele se aproxima para ver melhor este espetáculo maravilhoso, D-us o chama de dentro da sarça – “Moshé, Moshé”, ao que ele responde, “Aqui estou”.

O Altíssimo lhe ordena “remove os sapatos de seus pés”, é preciso que descalce as sandálias, pois este é um local sagrado. D-us diz a Moshé que está vendo o sofrimento dos filhos de Israel e quer cumprir a Sua promessa aos patriarcas de que os tiraria do Egito. A missão de redimir o povo judeu do jugo egípcio será confiada a ele, Moshé.  

Moshé argumenta com modéstia não ser merecedor desta função. D-us diz que estará com ele e que no final os filhos de Israel também chegarão ao lugar onde Moshé está no momento para receber a Torá. O Altíssimo ordena então a Moshé que reúna os anciãos de Israel para o acompanharem à presença do Faraó. Contudo, D-us prediz, o Faraó não concordará com a partida dos judeus, mas Ele o afligirá a tal ponto que ele próprio será forçado a pedir aos israelitas que deixem o Egito.

Sinais de prova (4:1-17)

Moshé expressa sua suspeita de que o povo não o ouvirá. Hashem o provê com sinais que o auxiliarão a provar sua missão frente aos israelitas: o cajado que se transforma em cobra e volta a se tornar cajado; a mão que contrai lepra ao tocar o peito e volta a curar-se milagrosamente. Um terceiro sinal é dado a Moshé – tomar das águas do Nilo e despeja-la na superfície, transformando-as em sangue.
Moshé continua a se recusar humildemente a aceitar a missão. D-us contesta todos os seus argumentos e finalmente o avisa que encarregará seu irmão mais velho Aharon de acompanhá-lo. Um fator adicional na missão de Moshé é o cajado que lhe servirá para operar prodígios e milagres.


Moshé parte para sua missão (4:18:31)

Moshé retorna à casa de seu sogro, despede-se dele explicando que vai de encontro a seu irmão no Egito e leva consigo a esposa e filhos. D-us se revela a ele novamente e lhe confia as palavras que deverá dizer ao Faraó: “Deixa partir meu filho primogênito (Israel) para a liberdade, do contrario serei Eu a matar o teu primogênito”.
Durante a parada na estalagem no meio do caminho, Moshé corre perigo de vida: o fato de não haver circuncidado seu filho caçula Eliezer, traz-lhe um acusador. Tsipora se apressa a cumprir a Mitsvá da Milá (circuncisão) e deste modo salva a vida do esposo.
Aharon, a quem D-us informa sobre a missão de Moshé e de sua própria parte na redenção de Israel, sai ao encontro do irmão. O emocionante reencontro dos dois irmãos também se dá neste mesmo local histórico, o Monte Sinai.
Os dois irmãos chegam ao Egito e reúnem todos os anciãos. Aharon conta-lhes sobre as palavras de D-us e Moshé realiza diante deles os sinais dados pelo Criador.    
A notícia corre a chega a todos os filhos de Israel. Eles acreditam nas palavras de D-us e Lhe agradecem pelo grande momento que se aproxima – a redenção do Egito.

O primeiro encontro com o Faraó e as amargas conseqüências (5:1-23)

Moshé e Aharon prostram-se diante do Faraó e lhe ordenam que deixe os judeus partirem do Egito para que possam servir a D-us no deserto. O Faraó recusa faze-lo alegando não reconhecer Hashem. A fim de provar sua determinação e evitar qualquer levante contra ele, o Faraó oprime ainda mais os judeus. Ele proíbe os feitores de prover matéria prima aos escravos. De agora em diante, segundo o decreto do rei, os escravos hebreus terão que recolherem eles mesmos a palha para confeccionar os tijolos. O Faraó determina também que a quantidade tijolos não seja diminuída.
Assim, os feitores começam a afligir os judeus e a açoitar os policiais israelitas responsáveis pelo trabalho de seus irmãos, para que os façam trabalhar mais rapidamente.  Quando os policiais israelitas reclamam diante do Faraó, ele aponta um dedo acusador a Moshé e a Aharon, por tentarem diminuir a eficácia do serviço dos filhos de Israel. Alguns israelitas se dirigem consternados a Moshé e Aharon, responsabilizando-os pela nova situação que se criou.
“Moshé se volta para Hashem e se queixa de coração constrito: “Por quê fizestes as coisas piorarem para este povo, e por quê enviastes a mim”?!

A promessa de D-us (6:1)

Hashem promete a Moshé que agora mostrará Seus prodígios. O Faraó será golpeado duramente e implorará aos filhos de Israel para que deixem o Egito!

(Esta parashá contém 124 versículos) 

-- 
R.Shmuel Lancry
    -989312690-
 
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